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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Danças Árabes-Dança do Ventre






Dança do ventre


A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C,[1] seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo.[2] A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893.[3] No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī[4] (رقص شرقي, literalmente "dança oriental"), ou raqṣ bládi (رقص بلدي, literalmente "dança da região", e, por extensão, "dança popular"), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).

É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo.[5] Na atualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.[1]


Origens
A origem é controversa. É comum atribuir a origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina[6][7] e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns dos movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância da evolução na Antiguidade.

Por possuir elementos corporais e sexuais femininos, acredita-se que sua origem remonta ao Período Matriarcal, desde o Neolítico, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que a forma primitiva era considerada um ritual sagrado. A origem está relacionada aos cultos primitivos da Deusa Mãe, Grande Deusa ou Mãe Cósmica:[5][8][9] provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos do cerimonial (Portinari, 1989). As mais antigas noções de criação se originavam da idéia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os "frutos", a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais.[10]

As manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães.[11](Penna, 1997).

[editar] Evolução técnica: aspectos gerais

Almeh - Cairo: Dançarina do século 19. Frederic Goupil Fesquet (1806-1893)Tecnicamente, os movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos (shimmies) e batidas de quadril , entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.

Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.

Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:

Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
No Brasil a prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos, assim como na Argentina, onde a dança do ventre é muito apreciada, estudada e praticada.

[editar] Evolução histórica: aspectos gerais

Danseuses au bord du Nil. Louis-François Cassas - 1784-1785Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para a nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.

A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.

Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:

As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;
As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas - descendentes dos grupos de ciganos dumi (دومي) (ou nawar) e helebi (os mais comuns no Egipto e na região do Levante), que passavam o tempo entretendo os soldados. Entre os ciganos do Médio Oriente, a dança não é considerada vergonhosa, e as suas mulheres cantam e dançam para animar festas de casamento e eventos em geral, o que é aceite pela sociedade mais ampla, mas contribui ainda mais para manter os ciganos com status inferior.
As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entanto, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e as cabeças foram lançadas ao Nilo.

Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi a ligação com a idéia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.

A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proíbe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo pelas performances.

No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.


Taheya Karioca - Hollywood - 1920O cinema egípcio começa a ser rodado em 1920, e usa o cenário dos night clubs, com cenas da música e da dança regional. Hollywood passa a exercer grande influência na fantasia ocidental sobre o Oriente, modificando os costumes das dançarinas árabes. Surgem bailarinas consagradas, nomes como Nadia Gamal e Taheya Karioca, entre muitos outros ainda hoje estudados pelas praticantes da Dança Oriental. O aspecto cultural da prostituição relacionada à dança passa a ser dicotomizado: criam-se bailarinas para serem estrelas, com estudos sobre dança, ritmos árabes e teatralidade.

No Brasil a dança foi difundida pela mestra síria Shahrazad e mestra Saamira Samia.

Na década de 1990, a dança do ventre teve o maior impulso durante a exibição da novela O Clone, pela Rede Globo de Televisão, produção a qual tinha por tema as peripécias de uma muçulmana marroquina em terras brasileiras. Contudo, o término da exibição da telenovela não arrefeceu o interesse, existindo atualmente diversas escolas e espaços de dança dedicados à "Raks Sharqi".

A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.


Alusão às posições dos papiros egípciosNa passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:

Espada: A origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições.
O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo;
Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes.
O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas.
Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.
[editar] Danças folclóricas
Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.
As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.

A dança com a cobra é considerada ato circense - a cobra era considerada sagrada no Antigo Egito e por isso algumas bailarinas fazem alusão nas performances - mas não é considerada representativa da dança.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os Oito Movimentos Básicos do Lien Ch'i - citados por: Dr.Jou Eel Jia




Lien Ch’i - Oito Movimentos de Relaxamento e seus BenefíciosLien Ch’i é uma seqüência de oito movimentos realizados de forma leve e harmoniosa, esta série de exercícios visa “ativar” o circuito energético do organismo (meridianos) de forma que possa aumentar a energia do praticante, harmonizar o corpo e a mente, promovendo equilíbrio e sensação de bem estar. O Lien Ch’i (exercício da energia), está sendo difundido pelo médico acupunturista Dr. Jou Eel Jia, e que conta com a sua experiência e anos de prática na medicina tradicional chinesa e conhecimento em artes marcias, vêem a ser uma prática terapêutica corporal que englobar atividade física com exercícios de profilaxia. Este trabalho enfoca dois aspectos importantes o Qi (energia) e a respiração, que são fundamentais neste tipo de prática corporal terapêutica.

“O Lien Ch’i expande a nossa consciência (Ch’i), aumenta nossa energia, favorece nosso crescimento espiritual revelando o ser iluminado contido dentro de nós.”

1. Abraço do Céu e da Terra:Terapêutica:
Triplo Aquecedor, Circulação e Sexo e Plexo Solar;
Finalidade: Ativação do plexo solar, sistema mesentérico;
Indicação Clínica: flatulência, constipação, cólica menstrual;
Mobilizar cadeia respiratória, principalmente o músculo diafragma;
Melhorar a expansão do tórax, promovendo melhor captação de oxigênio;
O exercício de erguer e abaixar amplia a área de movimento do diafragma;
Mobiliza a articulação coxofemoral e ativa a bomba plantar facilitando o retorno venoso juntamente com as diferenças de pressão ocasionada pela respiração diafragmatica.

2. Giro do TaiCh’i:Terapêutica:
Rim, Bexiga, meridiano (TaiMai);
Finalidade: Ativação do Rim e órgãos pélvicos;
Indicação Clínica: Lombalgia, cansaço, hérnias do abdome inferior;
Mobilizar articulações da coluna vertebral;
Relaxar os grupos de músculos inseridos na coluna vertebral;
Alongar os músculos oblíquos do abdome;
Melhorar articulação atlanto-occipital.

3. Arco e Flexa:Terapêutica:
Pulmão, Intestino Grosso, (ZhongQi);
Finalidade: Expandir o Pulmão (capacidade respiratória);
Indicação Clínica: Asma, doenças pulmonares e falta de “fôlego”;
Mobilizar as articulações do quatro membros;
Ativar circulação sanguínea na região de abdome inferior;
Melhorar tônus muscular de membros inferiores;
Alongar e mobilizar eretores espinhais em diagonal;
Mobilização da cintura escapular;
Mobilização dos grupos antagonista e agonista;
Mobilização da região de cervical;

4. Grande Círculo do Ch’i:Terapêutica:
Baço Pâncreas, Estômago, (YongQi);
Finalidade: Sistema digestivo e circulatório;
Indicação Clínica: Má digestão, falta de apetite, gastrite, úlceras, colites;
Melhorar a coordenação motora nos membros superiores;
Melhorar a mobilidade da cintura escapular;
Relaxar a tensão na região de ombro;
Mobilizar região de cervical e alongar músculos da região de pescoço;
Aumentar a circulação sanguínea e alongar os grupos musculares;
Mobilizar musculatura motora dos olhos.

5. Balanço do Dragão:Terapêutica:
Coração, Intestino Delgado;
Finalidade: Sistema cardiovascular, circulação geral;
Indicação Clínica: Hipertensão, palpitação, angustia, depressão, stress, perda de memória;
Mobilizar as articulações do quatro membros;
Ativar circulação sanguínea na região de abdome inferior;
Melhorar tônus muscular de membros inferiores;
Alongar e mobilizar eretores espinhais em diagonal.

6. Despertar do Ch’i:Terapêutica:
ZhengQi e meridiano RenMai, Fígado e Vesícula Biliar;
Finalidade: Estado geral, Energia Primordial e Capitação do Ch´i;
Indicação Clínica: Apatia, fadiga, desmotivação, infertilidade, diminuição da libido, Mobiliza a coluna vertebral e alonga cadeia anterior e posterior do corpo;
Elimina a tensão na articulação gleno-umeral, aumentando o espaço articular, evitando síndrome do arco doloroso e peritendinite calcaria;
Melhora a expansão pulmonar.

7. Tartaruga:

Terapêutica:
Rim e Plexo Solar (Acumular Jing);
Finalidade: Aumentar resistência física e mental;
Indicação Clínica: Tontura, vertigens, zumbido de ouvido, pesadelos, insônia, mão e pés frios, etc.
Promover a dissociação de cintura escapular e quadril;
Melhorar o tônus de membros inferiores e eretores espinhais;
Mobilizar toda a coluna vertebral e aumentando os espaços intervertebrais;
Melhorar o controle respiratório;

8. Cegonha:
Terapêutica:
Vaso Governador e Vaso da Concepção (RenMai e DuMai);
Finalidade: Aumentar força física e mental;
Indicação Clínica: Flexibilidade, aumento da resistência imunológica, circulação geral Qi do corpo e integrar fisiologia de todo o sistema do corpo;
Estimular ligamentos supra-espinhal, interespinhal, longitudinal posterior e sacro-espinhal;
Relaxar e diminuir a tensão das fascias musculares em região de abdome e cadeia respiratória;
Músculos eretores espinhais, psoas e musculatura da parte anterior da coxa;

*** Soltura:Relaxar a tensão muscular, estimula o sistema nervoso simpático e parassimpático e reações cerebelar através do calcâneo.

Meditação:- A Meditação desperta a alma e traz a harmonia indispensável para suportar os Problemas do cotidiano.

Significado do Nosso Logotipo:
É a integração do ser humano total com o seu meio ambiente. A Espiritualidade como busca da força interior e da compreensão da vida. A Ecologia como qualidade de vida no nosso dia-a-dia e a conscientização da necessidade de mudança de atitude em relação à natureza. A Medicina Tradicional Chinesa auxilia nessa busca, aliviando o stress e proporcionando saúde.

Medicina Tradicional chinesa-O que é Lien Ch'i?





Medicina Tradicional Chinesa
Dicas para sua saúde mental, emocional, física e espiritual

O que é o Lien Ch'i e quando aplicá-lo
por Jou Eel Jia
Faz a parte da Medicina Tradicional Chinesa treinar o fluxo de nossa energia, chamada pelos chineses de Ch'i, e treinar a nossa consciência, ou seja, treinar o Lien. Portando, esse é o objetivo do Lien Ch'i, desenvolver a energia e ampliar a consciência.


Quando o nosso C'hi está estagnando e não flui perturba a nossa consciência e o nosso bem-estar, gerando o processo de adoecimento. Por isso o Ch'i equilibrado melhora nossa fisiologia orgânica e aumenta nossa imunidade. Com isso a pessoa tem uma vida mais saudável e equilibrada.

O Lien Ch'i é composto por 28 movimentos divididos em três partes. 1ª parte

É uma forma de meditação com oito movimentos de harmonização e equilíbrio. Os oito movimentos são realizados de forma harmoniosa e suave; visam "ativar" o circuito de circulação energética do organismo (meridianos), proporcionando sensação de bem-estar físico e mental.

Vou fazer aqui analogia a uma casa que precisa ser preparada para receber uma visita. A primeira parte do Lien Ch'i equivale a fazer uma bela faxina na casa.

2ª parte

A segunda parte é formada por 16 movimentos expansivos que fortalecem músculos e ligamentos (tendões), fazendo com que a energia se expanda. Esses movimentos têm como características o vigor, a rapidez e a agilidade, visando acelerar circuitos de energia, aumentar a performance e desempenho de captação de "Ch'i". Essa expansão de energia fortalece a nossa energia espiritual. Equivale a colocar os móveis na casa, quadros...


3ª parte

Na terceira parte o Lien Ch'i trabalha o acúmulo dessa energia tornando a pessoa com a capacidade de curar os outros e tem quatro movimentos. Enfim, é o momento em que se pode receber a visita em casa.

Um massagista com energia acumulada pode curar os outros através do C'hi. Na prática, é como se fosse uma acupuntura com as mãos, coloca-se a mão na pessoa manipulando pontos específicos - meridianos - com movimentos específicos. Nesse trabalho capta-se a energia debilitada e se dá um suporte melhorando a energia da outra pessoa. Se o massagista não tiver feito um trabalho de autopreservação, com objetivo de acumular energia, tende a ficar cansado, após desenvolver o trabalho no paciente.

Aplicação
É aplicado principalmente nas doenças psicossomáticas; pois a manipulação com os dedos nos pontos de acupuntura - meridianos-, regulam tanto os distúrbios físicos como emocionais. Só para citar um exemplo, se atuar no meridiano do rim, poderá curar suas deficiências.

Pode-se manipular pontos meridianos conjugando um trabalho com os dedos e com as agulhas. Usam-se as mãos também quando o paciente tem medo de agulha.


Há alguns anos, o Governo do Estado de Pernambuco,promoveu uma capacitação de uma semana em Gravatá,para Educadores Físicos Efetivos da Rede Estadual de Ensino,da qual participei.Tivemos uma semana maravilhosa com o Dr.Jou Eel Jia,chinês,radicado no Brasil, da Associação de Medicina Tradicional Chinesa.Tivemos noção e conhecimento do Lien Ch'i,para aplicarmos aos alunos da Rede Estadual em nossas aulas,com o objetivo de diminuir a violência ,nas escolas,pois a técnica havia sido aplicada aos alunos das escolas públicas em São Paulo,e constataram,uma redução das agressividades.É uma técnica muito gostosa de ser praticada e pouco conhecida.Recebemos ,todo material do curso ,todo em cds.Pratico ainda,com meus alunos,eles gostam,as músicas são bem relaxantes,mas, os movimentos são para ativar o Ch'i,e desobstruir os meridianos.Foram fantásticos,aqueles dias aprendendo tanto sobre a Medicina Chinesa e interangindo com nossos amigos Educadores Físicos.Iríamos vivenciar a parte-II,mas, como houve a mudança de Governo e o querido Ex-Secretário da Educação,Mozart,que tanto fez pela Educação deixou o cargo,ficamos sem ela.Acredito ,que mesmo assim,valeram muito todos os ensinamentos e materiais recebidos na primeira parte.Infelizmente,sempre acontecem trocas, e cortam o que foi iniciado,pelo governo anterior,o que é uma lástima e atraso cultural.Luz para todos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

RPM ou Spinning?




Vida e Saúde » Vida e Saúde


Spinning
O Spinning é uma modalidade de bike indoor que se caracteriza pela simulação de pedaladas em diferentes tipos de terreno e pelo trabalho em vários níveis de freqüência cardíaca do aluno. O professor escolhe as músicas das aulas, que servem para passar emoção e ajudar o aluno a "sentir a estrada" em que se está pedalando.

"A filosofia do Spinning trabalha com o corpo e a mente. Ao escolher as músicas das aulas, o objetivo do professor é fazer com que o aluno viaje para outro local, para fora da sala de aula", explica a professora da academia Aerostep de Porto Alegre Sabrina Silveira Schirmer, que há quatro anos dá aula da modalidade. Ela acredita que o Spinning permite ao professor colocar em prática as lições adquiridas durante a faculdade e a vivência do ciclismo de rua.

Sem limite de idade
De acordo com Sassá, como é conhecida Sabrina, podem participar da mesma aula de Spinning um triatleta e uma senhora de 80 anos, já que o aluno não tem a obrigação de seguir o professor, como no RPM. Os praticantes da modalidade tem a liberdade para se adaptar ao seu ritmo. "A música é um norte para os praticantes de Spinning; a batida lenta, por exemplo, simula uma subida", destaca Sassá.

Uma aula da modalidade dura cerca de 40 minutos, e pode-se perder entre 400 e 600 calorias. Dependendo da academia e do professor, também pode haver aulas especiais de até três horas de duração.

Segundo Sassá, o Spinning estimula várias pessoas a comprar uma bicicleta e a pedalar na rua. Ela mesma, após quatro meses dando aula, foi uma das que decidiu praticar ciclismo fora da academia. "Boa parcela dos alunos que não pedalava na rua, após começar a fazer Spinning, passou a andar de bicicleta nos finais de semana. Eu e mais 14 alunos já fizemos um passeio de três horas e meia", conta a professora. "Quem pratica bike indoor se apaixona e vai pedalar fora da academia", defende.

De acordo com Sabrina, as aulas de Spinning também podem ser utilizadas por triatletas, que precisam realizar um treino longo de ciclismo e não tem tempo de passar em casa para pegar a bicicleta. "Eu tive um aluno que treinava para o Iron Man", lembra.

Aos iniciantes, Sabrina recomenda a utilização de um monitor cardíaco, para ter um controle maior do trabalho durante a aula. Além disso, toalha, uma garrafinha com água e uma bermuda de ciclismo são os equipamentos indicados para quem optar por esta modalidade de bike indoor.

Para dar aulas de Spinning, é necessário ter formação completa em Educação Física e realizar o curso Orientation - Noções Básicas, realizado em um final de semana. Uma prova dissertativa é aplicada e, quem for aprovado, deve fazer outros dois cursos de aprimoramento escolhidos pelo futuro professor. Após esta segunda etapa, outra prova deve ser feita. Os que obtiverem sucesso recebem o "black card" e estão aptos a ministrar aulas de Spinning.

Exercitando o coração
O Spinning trabalha com cinco zonas de energia diferentes, dependendo da freqüência cardíaca. Confira abaixo:

1) Recuperação: 55% a 65% da freqüência cardíaca

2) Endurace: 65% a 75% da freqüência cardíaca (pedalada na estrada)

3) Resistência: 75% a 85% da freqüência cardíaca (simulação de subida)

4) Race Day: de 80% para cima da freqüência cardíaca (prova de contra-relógio)

5) Aula intervalada: diferentes intervalos de freqüência cardíaca intercalados

No túnel do tempo: de onde surgiu o RPM e o Spinning?
O Spinning foi criado em 1995 pelo sul-africano Johnny G. Ele estava se preparando para a prova de ciclismo Race Cross America quando sua mulher engravidou. Para acompanhar o momento que vivia sua esposa, ele montou um bike em sua garagem e chamou amigos para treinar com ele. Ele foi convidado a trabalhar em academias, fazendo com que o Spinning se espalhasse pelo mundo.

Já o RPM é um programa de ciclismo indoor que visa ao desenvolvimento da capacidade cardiovascular e pode gastar cerca de 800 calorias em uma única sessão. A grande diferença entre o RPM e outros programas de ciclismo indoor é o fato de as aulas serem testadas e estudadas em laboratório antes de sua aplicação.

Pode-se esperar um dos mais altos índices de gasto calórico nesta aula, além de uma rápida melhora na resistência geral e aumento na força muscular das pernas. Recomenda-se usar durante a prática do exercício uma bermuda confortável e ter uma caraminhola com água para repor a perda de sais minerais.

No RPM, as músicas que estão nas paradas de sucesso de todo o mundo e os melhores flash-backs são os maiores atrativos em sala de aula. Em uma aula pré-coreografada da Body Systems, o aluno pode perder até 800 calorias com esta modalidade de bike indoor, dependendo da intensidade com que o exercício for praticado.

"O RPM é um trabalho aeróbico de resistência cardiovascular para perder calorias", explica a professora da academia Aerostep de Porto Alegre Andréa Greco, há cinco anos professora de RPM. De acordo com ela, qualquer pessoa pode fazer a aula. "Quem está começando vai no seu ritmo", destaca. Para Andréa, o principal atrativo do RPM é o ritmo das músicas, que "segura o aluno com picos de estímulos em conjunto com as pedaladas".

Segundo a professora, em uma mesma aula podem participar pessoas que estão começando e alunos avançados. Isso se deve ao fato de a modalidade permitir trabalhar intensidades diferentes dependendo do nível do praticante.

Estudantes de Educação Física após o quarto semestre já podem fazer o curso para dar aulas de RPM. O treinamento é feito durante dois finais de semana. Na primeira etapa, o futuro professor recebe todas as instruções da aula prática e realiza provas. "Pedalamos quase todo o final de semana. Ficamos exaustos após as aulas", conta Andréa.

Quem é aprovado no primeiro módulo passa para a segunda semana de treinamento. É nesta etapa que os aprendizes apresentam de duas a três músicas para seus colegas e simulam uma aula de RPM como teste para conseguir a habilitação para ser professor.

Além disso, de três em três meses, os instrutores realizam workshops de orientação para as novas coreografias. Geralmente as academias promovem após estes mini-cursos as famosas aulas de lançamento. É essa a ocasião na qual os alunos entram em contato com o treino em que são apresentadas as músicas que vão agitar as aulas durante um trimestre.

Andréa, que dava aulas de ginástica antes de ser professora de RPM, afirma que teve um pouco de resistência com o método das aulas pré-coreografadas da Body Systems, mas com o tempo se adaptou. "A aula pronta facilita porque sabemos que ela foi testada. Isso nos passa uma confiança e nos dá a certeza de que não estamos prejudicando o aluno", salienta.

Entretanto, Andréa recomenda a seus alunos experimentar todo o tipo de exercício. "O meu objetivo é que as pessoas façam atividade física, não só para ficar 'saradas', mas para garantir saúde", conclui a professora.

A aula de RPM dura cerca de 45 minutos e é composta por sete músicas pré-estabelecidas pela Body Systems, que mudam de três em três meses.

Confira a seqüência:
Música 1 - Aquecimento. O aluno simula um passeio na bicicleta

Música 2 - Algumas subidas. Prepara para a próxima música

Música 3 - Simula a subida de uma lomba

Música 4 - Treina velocidade com algumas subidas

Música 5 - Música com subidas e descidas

Música 6 - Pedaladas que estabilizam a velocidade

Música 7 - É o pico da aula, com uma subida intensa

Música 8 - Música para estabilizar a freqüência cardíaca, seguida do alongamento




Benefícios:

O RPM Cycling busca a aptidão física para o dia a dia e o bem estar. Sendo um trabalho cardiovascular ele proporciona um desafio considerável através de diferentes terrenos, cadências e posturas. Baixos padrões de coordenação e o ajuste da resistência feito pelo próprio aluno encorajam uma grande população a participar, completar o treino, atingir metas pessoais e voltar novamente. A estrutura e o conteúdo do programa geram uma demanda nos sistemas energéticos neuromusculares, ao passo que gera uma série de benefícios no sistema cardiovascular, resistência muscular e queima de gorduras. Para os adeptos fervorosos de ginástica em grupo o RPM Cycling é um treinamento cruzado interessante e para aqueles que fazem uma atividade física mais moderada é um ótimo treinamento cardiovascular. Para aqueles não habituados a prática de atividades aeróbicas ele é uma opção mais amistosa de iniciação ao exercício em grupo com música. Para iniciantes e para aqueles com um histórico de lesões ligadas ao alto impacto a natureza isenta de impacto do ciclismo faz do RPM Cycling uma opção muito atrativa.
•Emagrecimento: a natureza intervalada do RPM Cycling exige grande demanda do sistema aeróbio resultando em uma rápida depleção dos estoques de glicogênio. Durante o processo de recuperação ocorre aparentemente grande demanda por gorduras como fonte de energia.
•Ganhos de força: geralmente são expressos através de uma maior resistência de força nos membros inferiores, isto é, por quanto tempo você pode pedalar e que resistência você usa. Estudos indicam que a maioria dos músculos existentes nas pernas e quadril são solicitados durante as fases do ciclo do pedal, incluindo grupos estabilizadores das costas.
•Densidade óssea: um fator chave no estímulo para aumento da densidade óssea é a prática de atividades mais intensas do que as do seu dia a dia. Estudos sugerem que o treinamento intervalado, a exemplo do que ocorre no RPM Cycling, é um método efetivo para o aumento da densidade óssea, além dos demais benefícios relacionados a prática de exercícios aeróbios regulares.
•Aumento da disposição: o treinamento intervalado conduzido através da música estimula a secreção de hormônios (endorfinas) e promove emoções que reforçam a experiência positiva do exercício. É largamente aceito que as formas de movimento que interpretam a música dramaticamente podem também ter efeitos terapêuticos emocionais. Os alunos assíduos das aulas de RPM Cycling experimentam sentimentos como prontidão, vigor e vitalidade.
•Sociabilização: pedalar sozinho exige disciplina e motivação própria. O contato social do RPM Cycling gera uma opção atrativa para os menos disciplinados e menos motivados. Exercitar-se desta maneira também oferece grande potencial para interagir com outras pessoas, encorajar uma experiência memorável e a aderência.
•Saber o que esperar em uma sessão de treinamento: a estrutura pré-coreografada permite que você não tenha "surpresas desagradáveis" decorrentes da cíclica falta de motivação dos professores. As aulas têm sempre a mesma curva de esforço e o aluno pode vir em qualquer dia sem perder o princípio da adaptação.
•Evitar lesões por empirismo na elaboração do programa: o RPM Cycling é testado trimestralmente, confirmando a segurança das aulas antes de serem aplicadas para você.
•Opções para os novatos: o RPM Cycling permite que qualquer pessoa sem restrição médica possa treinar, posto que a curva de esforço pode ser mais ou menos intervalada dependendo do aluno.
•Mais atenção do professor: a planinha de treino testada antes de você pedalar permite que o professor tenha você como foco principal, e não a coreografia da aula.
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Yoga-Imagem de Shiva_Parvati


" A luz que ilumina para diante, é a chama da audácia ardendo no Coração. Quanto mais ousares mais a chama te iluminará. Quanto mais temeres, mais esta se esmorecerá... e só ela poderá guiar-te. " Texto ZenBudist


Origem do Yoga É difícil estabelecer uma origem precisa para a arte do yoga. Pode-se afirmar, com precisão, que o yoga vem do hinduísmo, ou da cultura hindu. O professor Hermógenes, um dos maiores mestres de yoga brasileiros, coloca o yoga como uma das correntes filosóficas dos Vedas.

Presume-se que tenha surgido aproximadamente entre 5000 a 3000 AC, no vale do Hindu (actual Paquistão) onde habitava o povo drávida. O fundador do Yoga foi um homem que posteriormente ingressou na mitologia com o nome de Shiva e com o título de Nataraja, Rei dos Bailarinos.

O Yoga foi produto de uma civilização não guerreira, naturalista e matriarcal. O Yoga original, o mais antigo e completo caracterizava-se por ser fortemente naturalista, isto é não-místico, sensorial e desrepressor.

A partir de mais ou menos 1500 a.C. a Índia foi invadida pelos aryas ou arianos, povo guerreiro, místico e patriarcal que passou a dominar a Índia e influenciou toda a sua cultura e costumes. A partir desse momento, o Yoga passou a sofrer sucessivas deturpações que o tornaram místico, repressor e anti-sensorial.
No séc.XX o Yoga foi ocidentalizado e mais uma vez deturpado, tornando-o utilitário, consumista, algo amorfo e maçador. Por isso, a maioria das pessoas pensa que o Yoga é algo parado, a ponto de requerer paciência.

Os Vedas, os escritos mais antigos da humanidade citam o Yoga de uma forma alusiva. O sistema foi sistematizado por um grande filósofo indiano, Patanjali no século VI antes de Cristo, em forma de 196 Sutras. Nada porém foi inventado. Patanjali apenas codificou o que já existia, os ensinamentos que durante séculos foram passados de boca a boca, organizando-os nos famosos e conceituados Aforismos de Patanjali

Teoria Zang Fu


Teoria Zang Fu
De acordo com a m.t.c. a estruturas internas estão divididas em três grupos: as cinco vísceras, os seis intestinos e as estruturas extraordinárias. As cinco vísceras (que seriam os órgãos yin) são: o coração (inclui aqui o pericárdio) , o fígado, o baço, o pulmão e os rins. A sua característica principal é a preservação das substâncias vitais. Os seis intestinos (que seriam as vísceras yang) são: a vesícula biliar, o estômago, o intestino grosso, o intestino delgado, a vesícula biliar e o triplo aquecedor. Estes têm como característica principal o transporte, a digestão e absorção dos alimentos e da água. As estruturas extraordinárias (órgãos especiais) referem-se ao cérebro, a medula, os ossos, os vasos sanguíneos, a vesícula biliar e no caso das mulheres, o útero.

Estudo das Cinco Vísceras - Zang (Órgãos Yin)

1. O Coração (Xin) e o Pericárdio (Xin Bao)
O coração esta situado na caixa torácica, posicionado levemente à esquerda do centro. A m.t.c. acredita que é o mais importante órgão do corpo humano e governa todas as vísceras e intestinos. O "Cânone da Medicina diz: O coração é o monarca de todas as estruturas". A m.t.c. também divide as funções do coração em coração yin (essência vital) e coração yang ( função vital). O primeiro refere-se à estrutura material do coração, inclusive o sangue do coração. A segunda refere-se à função do coração, incluindo o tchi (actividade funcional).

As funções do coração são:

Controlar a circulação de sangue dos vasos.

Carregar a actividade mental.

Controlar os suor e os fluídos do coração.

O coração mostra-se pela língua e pela face.

O coração é a morada do Shen (Ling).

O coração controla o Shen (Hsin e o Yi).

Obs.: O pericárdio é o invólucro do coração. A sua principal função é proteger o coração dos factores patogénicos exógenos que podem atacar o coração.

2. Os Pulmões (Fei)

O pulmão esta localizado na caixa torácica e é dividido em duas estruturas, uma do lado esquerdo com dois lóbulos, e outro do lado direito com três lóbulos. Está conectado com os brônquios, com a laringe, com a traqueia e com o nariz. O pulmão pode ser dividido em pulmão yin, que é a estrutura pulmonar, o tchi do pulmão e a função yang, que é o sangue do pulmão. As funções fisiológicas do pulmão são:

Carregar e transportar o tchi.

Nutrir o corpo com oxigénio e eliminar o gás carbónico.

Formar o Zhong Qi, portanto também é responsável pela formação de sangue.

Controlar e regular a ascensão e descensão do tchi.

Activar a fluidez de tchi, a essência dos alimentos e dos fluídos corporais, purificar o ar inspirado, conservar a fluidez para baixo e auxiliar a conservação normal do metabolismo da água.

Cuida da pele e do cabelo e mostra-se através do nariz.

3. O Baço (Pi)
A m.t.c. acredita que o baço está colocado na parte central do corpo. É um órgão muito importante do sistema digestivo. A parte yin está relacionada com a estrutura e o sistema digestivo. Enquanto a parte yang esta relacionada com as funções do coração. As funções do baço são:

Transportar, distribuir e transformar os nutrientes.

Promover o metabolismo da água.

Mantém o sangue dentro dos vasos.

Está relacionado com a qualidade dos músculos, dos membros e dos lábios.

4. O Fígado (Gan)
O fígado está na parte superior do abdómen do lado direito do corpo. A m.t.c. faz diferenciação entre o fígado yin que tem função da estrutura material incluindo o sangue armazenado nele. O fígado yang inclui a função do tchi do coração (distribuição). Funções do fígado:

Aplainar e regular a função de fluidez da energia vital e do sangue.

Regula a mente e o génio.

Promove a digestão e a absorção.

Guardar o tchi e o movimento normal do sangue.

Armazenar e regular o sangue.

Tem relação com os tendões, unhas e olhos.

5. Os Rins (Shen)
Os rins estão localizados na região lombar, ao lado da coluna vertebral. A m.t.c. classifica em yin do rim , o que inclui a estrutura material e o jing qi inato, em yang do rim, o que inclui a sua parte funcional e o calor.

O tchi dos rins é produzido pelo jing qi inato. As funções dos rins são:

Reservatório do Jing Qi Inato e adquirido.

Regulação do metabolismo da água.

Controlar e promover a inspiração.

Determinar a condição dos ossos e da medula.

Manifesta-se através do cabelo e do calor.

Manifesta-se nos ouvidos, nos órgão genitais e no orifício retal.

O Estudo dos Seis Intestinos - Fu (Vísceras Yang)
1. A Vesícula Biliar - Dan

A vesícula biliar é acoplada ao fígado. Ela é oca e ela tem a forma de uma cápsula. As suas funções são:

Armazena e excreta a bílis.

Controla a coragem e a força de vontade.

2. Estômago - Wei Wan

Na m.t.c. o estômago pode ser dividido em: parte superior do estômago, que inclui a cárdia - Shang Wan; parte baixa do estômago, que inclui o piloro - Xia Wan; parte área/vazia entre o Shang Wan e o Xia Wan, chama-se Zhong Wan e todas as três partes juntas chamam-se Wei Wan. A principais as funções do estômago são a digestão e transformação dos alimentos e da água. A sua energia flui descendendo.

3. Intestino Delgado - Xiao Chang

As principais funções do intestino grosso são:

Receber, transformar e absorver os alimentos.

Separar o puro do impuro.

4. Intestino Grosso - Da Chang

Eliminar a fezes.

Absorver a água excessiva originária da formação das fezes.

5. Bexiga - Pang Guang

A principal função da bexiga é servir de receptáculo da urina e eliminar esta.

6. O Triplo Aquecedor - San Jiao

O termo triplo aquecedor é peculiar para a m.t.c. Ë o nome colectivo do aquecedor superior, médio e inferior. O aquecedor superior engloba o diafragma, coração e pulmão. O aquecedor médio engloba o estômago e o baço. E o aquecedor inferior engloba o fígado, rim, bexiga e os intestinos.

Funções do triplo aquecedor:

Controlar a actividade do tchi no corpo humano.

Controlar a respiração, a actividade da fluidez da energia vital, do sangue e dos líquidos corporais.

Distribuir os nutrientes e o tchi.

Transformar e transportar os alimentos e a água.

Fornecer energia para os Zang/Fu.

Nutrir e fortalecer a energia sexual.

Órgão Extraordinários

A m.t.c. considera que o cérebro, a medula, os ossos, os vasos, a vesícula biliar e o útero fazem parte dos órgãos extraordinários.

1. O Cérebro

A medula tem sua origem no cérebro que esta contido na cavidade cranial. O capítulo do clássico médico "Miraculous Pivot" diz: "O Cérebro é o mar da Medula". As funções do cérebro são:

Controlar a actividade mental e o pensamento.

Guiar os sentidos e a actividade da linguagem.

2. O Útero

O útero está localizado na parte inferior do abdómen feminino. As suas funções são:

Produzir a menstruação.

Morada do feto.

3. Da medula, vesícula biliar, dos ossos e dos vasos já foram comentados quando falámos dos cinco elementos, do órgão coração e vesícula biliar.

Cinco Elementos
ELEMENTO MADEIRA

Tem como característica a Essência da Vida, o Crescimento, o Grupo, a Socialização das pessoas.

FÍGADO - É o centro do metabolismo. Ele coordena e determina o ritmo de atividade dos demais órgãos do corpo. É um órgão de eliminação de toxinas e resíduos em todos os níveis: físico, mental e psíquico. Pode acumular tensões provenientes de raiva e aborrecimentos.

O meridiano comanda as múltiplas funções do fígado, especialmente as relacionadas com o metabolismo, a sexualidade, a musculatura e a acuidade visual. Age sobre as dores no fígado e estômago. Atua nas moléstias da parte inferior do corpo.

VESÍCULA BILIAR - Comanda a função biliar total: sistema excretor e secretor, intra e extra-hepático; é um órgão de eliminação.

É denominado "o meridiano dos hipocondríacos". É indicado no tratamento das doenças psicossomáticas; age sobre a coragem e o espírito de determinação, sobre as dores nos olhos, dificuldades de audição, tonturas, depressão, enxaquecas.

Pode acumular disfunções provenientes de muita dúvida.

ELEMENTO FOGO (IMPERIAL)

Caracteriza o calor psíquico e emoções superiores, a regência, a micro-associações de pessoas.

CORAÇÃO - Faz circular os produtos do metabolismo. Representa o centro do amor e segurança.

O meridiano comanda a função cardíaca. Age sobre a temperatura do corpo e uma parte do psiquismo: a coragem moral. Atua sobre a boca e garganta, dor ou frio no braço esquerdo.

INTESTINO DELGADO - Órgão de eliminação e de transformação da energia dos alimentos. Representam a libertação dos desperdícios.

O meridiano atua sobre o intestino delgado e sua função de absorção dos alimentos transformados no estômago. Relaciona-se à compreensão dos princípios superiores e à nutrição espiritual (separa o puro do impuro). Atua na surdez, olhos amarelados, dor no cotovelo, na nuca, inchação no rosto.

ELEMENTO FOGO (MINISTERIAL)

Caracteriza-se pela energia de reserva para os demais meridianos, porta da vida é o "Embaixador da Felicidade e da Alegria".

CIRCULAÇÃO-SEXO

Representa uma função reguladora da sexualidade e das secreções sexuais internas e externas; atua sobre o coração, a circulação e os órgãos sexuais.

Relaciona-se com a atividade parassimpática e com o transporte de hormônios, enzimas e produtos do metabolismo intermediário através da circulação sangüínea. Atua sobre axilas inchadas, cãibras, peito inchado, sensação geral de melancolia.

TRIPLO-AQUECEDOR - Representa uma função reguladora do equilíbrio térmico; é responsável pela produção do calor animal resultante da transformação energética dos alimentos.

Relaciona-se com a circulação e as seguintes etapas do processo metabólico:

1. Respiração;

2. Digestão: auxilia a digestão do Intestino Delgado e conduz os produtos do processo digestivo para os Pulmões;

3. Sistema Genito-Urinário: responsável pela excreção dos detritos.

ELEMENTO TERRA

Caracteriza o desenvolvimento físico do corpo; o intelecto, a espiritualidade.

BAÇO-PÂNCREAS - Retém energia de reserva. É o órgão da resistência a mudanças.

O meridiano atua sobre a função combinada dos órgãos: o baço regula o sangue e o pâncreas regula as reservas de glicogênio (depositado no fígado) através da secreção de insulina. Age sobre o desenvolvimento mental, moral e intelectual; sobre o sistema genital e seu psiquismo. Atua nos enjôos, soluços, indigestão, diarréia, indisposição geral. Age também nas moléstias da parte central do corpo.

ESTÔMAGO - Recebe alimentos e os prepara para o metabolismo. É a relação administrativa das idéias e dos pensamentos.

O meridiano atua sobre o estômago e o duodeno nas suas funções digestivas transformadoras do alimento; relaciona-se à digestão física, mental e psíquica (a habilidade de digerir a vida); atua nas dores de cabeça, calafrios e flatulência. Atua nas moléstias da parte frontal do tórax.

ELEMENTO METAL
Caracteriza os produtos da terra; o ar e a energia prânica, os valores pessoais relativos à riqueza.

PULMÃO - Recebe o oxigênio para o metabolismo; é um órgão de reserva de energia vital e da habilidade de aceitar a vida.

O meridiano atua sobre os pulmões e as vias respiratórias na sua função de absorção e eliminação de substâncias gasosas; estimulado, age sobre todas as deficiências respiratórias.

INTESTINO GROSSO - Expele o desnecessário para o metabolismo; órgão de eliminação afeta toda a eliminação através do corpo (pele, muco etc.). Eliminação de coisas velhas e não mais desnecessárias.

O meridiano atua sobre o intestino grosso e suas funções de absorção líquida e eliminação de resíduos pesados; atua nas moléstias da parte superior do corpo.

ELEMENTO ÁGUA
Condutor básico, ou químico, da vida; é a fonte da existência física, da vida.

RINS - Órgão de energia de reserva, expelem os subprodutos do metabolismo. É o órgão do desapontamento, da tristeza e melancolia.

O meridiano atua sobre os rins e as glândulas supra-renais, contribuindo para a purificação do sangue e para a regulação de todos os líquidos do corpo. Relaciona-se diretamente com a energia sexual e problemas genitais, apetite sexual, medo, insegurança, determinação.

BEXIGA - Órgão de eliminação de toxinas liquidas e emoções negativas (Yin). Está relacionado com medo extremo, negação da própria vida.

O meridiano comanda toda a função eliminadora renal, e atua diretamente sobre o psiquismo; regula as inconstâncias de caráter causadas por doenças prolongadas. Ação para olhos doloridos, hemorróidas, rupturas, dedos dos pés duros, dores nas articulações e dores de cabeça. Atua nas moléstias das costas.

Acunputura


História da Acupuntura
Datas Históricas

500 - 300 a.C. - NEI JING (Tratado do Interno)

È o livro de Medicina Interna mais antigo do mundo que ainda é estudado, servindo como base da Medicina Tradicional Chinesa. Foi traduzido para o inglês, francês, espanhol e português. A obra está em forma de diálogo entre o imperador e o primeiro-ministro Khi Pa. É composto de duas partes: SU WEN e LING SHU.

SHU WEN significa “consultas” e mostra as bases da MTC.

LING SHU significa “alma dos estudos” e contém as essências da Acupuntura.

481 - 221 a.C. – NAN KING (Tratado das Dificuldades)

Apresenta interpretações dos trechos mais polêmicos do Neijing.Século I – SHENG NONG BEN CAO JING (Fitoterapia do Agricultor Divino).265 d.C. – ZHEN JIU KIA YI JING (Tratado dos Princípios Fundamentais).

Século II - (Tratado das Doenças Febris causadas pelo Frio e das Outras Doenças)

Zhang Zhongjing na dinastia Han do Leste (25 a 220 d.C.)Dinastia Jin (265 a 420 d.C.) – SHANG HAN LUN (Tratado das Doenças Febris causadas pelo Frio)Compilado de 10 capítulos do livro anterior por Wang Shuhe.Dinastia Song (960 -1279 d.C.) – JIN KUI YAO LUE FANGLUN (Sinopse das Prescrições do Cofre de Ouro).Compilado dos 6 capítulos restantes do livro de Zhang Zhongjing.

1027 d.C. – Atlas e Bonecos de Bronze

Boneco de bronze de tamanho natural contendo pontos e meridianos. Os pontos estão perfurados. Dizem que as provas, é passada uma camada de cera sobre o boneco e colocada água no interior. Caso o aluno consiga acertar o ponto com agulha o líquido escorreria do boneco. Se isso não acontecesse...

1596 d.C. – BEN CAO GANG MU (Compendio Geral da Matéria Médica).

Li Shi Zhen traz 1892 substâncias medicamentosas (1173 ervas, 444 do reino animal e 275 do reino mineral) sendo traduzido para inglês e francês.

1601 d.C. – ZHEN JIU DA CHENG (Grandes Avanços da Acupuntura e Moxabustão).

Yin e Yang