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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Hidroginástica





Hidroginástica

A vida começou na água. Os seres humanos, antes de nascerem, desenvolvem-se imersos em líquido. Isto ajuda a tornar os exercícios aquáticos mais divertidos, agradáveis, eficazes, estimulantes, cômodos e seguros.

A vida moderna impõe ao homem a cada dia um maior afastamento das atividades físicas, essenciais ao seu bem-estar e saúde.

Assim, surgiu uma forma alternativa de exercícios na água que, quando ministrada por professores habilitados e competentes, atende satisfatoriamente a alguns dos principais objetivos da natação: a hidroginástica.

A hidroginástica é a ginástica feita dentro d'água.

A hidroginástica proporciona diversos benefícios à saúde.

A hidroginástica aproveita empuxo da água para reduzir a ação da gravidade e é uma das poucas atividades indicadas para quem tem pouco ou nenhum condicionamento físico.



Vantagens da Hidroginástica

Praticar hidroginástica regularmente melhora o condicionamento físico:
Aumenta a capacidade aeróbica, melhorando o coração, os pulmões e o sistema circulatório;
Aumenta a força muscular;
Aumenta a resistência muscular;
Aumenta a flexibilidade das articulações;

A água diminui o peso do corpo em mais de 70%, facilitando a realização dos movimentos e permitindo que o exercício seja melhor executado. Esta perda aparente de peso reduz, de forma efetiva, a tensão nas articulações. Por isso mesmo a hidroginástica é, para muitas pessoas, a atividade de condicionamento mais segura que existe. Atletas em recuperação de uma lesão fazem hidroginástica para fortalecer a musculatura protegendo as articulações. Pela mesma razão, muitos idosos a procuram para aumentar a força muscular.. Assim, a hidroginástica é indicada para todas as idades e tipos físicos.

O fato de se estar com água até a altura do tórax já ajuda a fortalecer diversos grupos musculares e principalmente o sistema cárdio-respiratório. Além disso, a água alivia o cansaço e a sensação de calor. A hidroginástica também é bastante indicada para pessoas com problemas na coluna, por aumentar a circulação sanguínea do organismo melhorando a flexibilidade das articulações e diminuindo as dores.



Lembre-se que antes de qualquer exercício físico, deve-se fazer uma consulta médica para avaliação e manter o acompanhamento constante.


Como todo exercício físico, esse também tem alguns pequenos riscos, então, o ideal é consultar um médico e solicitar alguns exames, para verificas se está tudo bem, se estiver, você estará pronto para realizar esse tipo de atividade física.

Todas as pessoas podem praticar a hidroginástica. O recomendado é que a pratica de hidroginástica seja feita pelo menos três vezes por semana, uma hora diária, por no mínimo 3 meses, após esse período, você já irá sentir os resultados positivos que a hidroginástica irá trazer para você.

Além de praticar exercícios, o mais legal é que uma hora de exercícios gera o gasto calórico de aproximadamente 400 calorias, ótimo não é meninas?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Musculação



Musculação é a grande novidade da medicina preventiva
por Elaine de Sousa

A prática de exercícios resistidos é a grande surpresa no que se refere à orientação de exercícios físicos por parte da medicina preventiva. Segundo o Dr. Julio Horta, especialista em geriatria, reumatologia e medicina preventiva, estudos científicos recentes desenvolvidos no Brasil e no exterior defendem a prática da musculação, denominada pelos médicos de exercícios resistidos, ou seja, que vão contra a resistência.

O médico explica que a musculação, quando orientada e feita com moderação, pode atenuar a perda de massa muscular, grande responsável pelo envelhecimento do corpo, e manter o tônus do músculo. Os professores Albérico Santarém, do Hospital das Clínicas (HC), e Vitor Matsudo, coordenador do Programa Agita São Paulo, também já comprovaram isso por meio de trabalhos científicos, e, esses estudos vêm inovando as orientações médicas. O grande problema, de acordo com o Dr. Julio Horta, é que os médicos em geral desconhecem as atividades físicas e, muitas vezes, indicam exercícios que podem ser inadequados e não surtir efeitos.

"É comum, hoje em dia, mandar todo mundo fazer exercício, mas não adianta orientar um velhinho a fazer caminhada, se ele não tem músculo para isso", afirma Dr. Horta. Daí a necessidade de avaliar caso a caso e indicar a melhor prática física. "Eu posso examinar três pessoas: todas com 55 anos de idade, por exemplo, uma que pratica natação, outra que faz caminhada e uma terceira que é sedentária. Aolongo de 20 anos, elas estarão no mesmo grau de envelhecimento. É claro que as praticantes de exercício terão uma aeróbica melhor, mas em termos de músculos estarão na mesma situação". Com esse exemplo, Dr. Horta demonstra que somente o exercício aeróbico não é capaz de atenuar a velhice do corpo.

Prevenção
A chave que abre a porta da vida saudável é, sem dúvida, a prevenção. Segundo Dr. Julio Horta Filho, especialista em medicina preventiva, o ideal é que a partir de 30 anos de idade a pessoa procure orientação médica e, assim, conheça suas predisposições a doenças e faça o tratamento necessário. As mulheres, em especial, devem adotar uma dieta equilibrada para evitar os transtornos da osteoporose, doença que atinge principalmente as mulheres que entraram na menopausa ou estão quase nessa fase.

"A reposição hormonal também é uma realidade, tanto para homens como para mulheres, e deve ser indicada sob orientação médica, com o intuito de prevenir doenças cardiovasculares, osteoporose, menopausa e andropausa", explica a Dra. Miriam Tobias, geriatra do CEREGE - Centro de Reumatologia, Geriatria e Medicina Preventiva, de Bauru/SP.

O sedentarismo é outro fator apontado por unanimidade entre especialistas em geriatria e medicina preventiva como de grande risco e desencadeador de diversas doenças. Até mesmo as dores provocadas por reumatismos podem ser amenizadas pela prática de exercícios, é o que explica o reumatologista Dr. Carlos Eduardo Cury: "Como as doenças reumáticas acometem principalmente ossos e músculos, a prática de exercícios físicos é importante para fortalecer os músculos e protelar a degeneração natural do corpo", afirma.

Os especialistas consultados também defendem a atuação de uma equipe multidisciplinar que atenda todas as necessidades do indivíduo, em termos nutricionais, psicológicos, fisioterápicos, enfim, que analisem o indivíduo como um todo e ofereçam a ele codições de prevenir doenças e de tratá-las, quando necessário.

Ortomolecular: medicina de ponta
A medicina ortomolecular, biomolecular ou medicina complementar, como prefere dizer o Dr. Julio Horta Filho, especialista nessa área, tem como princípio o estudo de radicais livres, que têm grande importância no processo de envelhecimento. Baseado em avaliações e exames específicos, especialistas dosam os níveis de vitaminas, hormônios e minerais no organismo, buscando o equilíbrio orgânico. A partir daí, é feito o tratamento e pode-se, também, atingir a prevenção. "Existem ainda controvérsias, mas estudos comprovam cada vez mais que a medicina preventiva, se utilizada de maneira séria e só por especialistas, pode e deve atuar como complemento da medicina tradicional", conclui Dr. Horta.

Boa nutrição = qualidade de vida
Para evitar que o processo de envelhecimento seja acerado, diminuindo o seu ciclo de vida, é fundamental fazer uma alimentação saudável. E, para que a alimentação seja considerada saudável é necessário colocar no prato nosso de cada dia, pelo menos, um alimento de cada grupo (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais) em quantidades adequadas, de acordo com suas necessidades individuais. A nutricionista Suely Prieto Barros Almeida Peres, diretora do Serviço de Nutrição do Centrinho/USP, avisa que a regra para uma boa alimentação é variar bastante e lembra: "Em se tratando de hortaliças e frutas, quanto mais colorido, mais saudável!". "Lembre-se, também, de comer calmamente, mastigar bem os alimentos, não beber líquidos durante as refeições e fazer a alimentação em ambiente tranqüilo, em companhia de pessoas que lhe sejam agradáveis", completa a nutricionista Tatiana Brodt Martha.

O peso ideal Se você mede 1,70m de altura, poderá pesar de 57Kg a 72Kg e será considerado saudável.
Com 1,60m, você poderá pesar de 51Kg a 63Kg para se enquadrar nos saudáveis.
E com 1,50m de altura, você poderá pesar de 41Kg a 56Kg sendo saudável. Mas atenção:
Se você tem 1,70m de altura e está pesando 85Kg, cuidado! você está saindo da categoria sobrepeso e caminhando para obeso. Quem mede 1,60m e tem mais de 76Kg também já é obeso e precisa procurar um médico e uma nutricionista.


A musculação, a longo prazo, muda o seu metabolismo e faz com que você queime calorias até em repouso.
Você, que quer emagrecer, deve fazer tanto os exercícios aeróbios quanto a musculação, pois não dá para emagrecer e ficar fraco e flácido. Para isso, a musculação é essencial.


A musculação como todo tipo de [[exercício físico]] necessita de uma série de cuidados. A prática desregrada dessa atividade pode causar desde [[Contusão muscular|lesões musculares]] de pequena magnitude até grandes [[Lesão|lesões]] e rompimentos de grupos musculares.

Para uma eficiente prática de exercicios físicos nunca deixe de fazer uma série de '''alongamentos''' para cada grupo muscular, com isso serão evitadas distensões musculares e grande parte das possibilidades de pequenas lesões ao decorrer do exercício.

Não menos importante que o alongamento, o '''aquecimento''' prévio também é um grande aliado da segurança no esporte. Alguns minutos de aquecimento antes da musculação fazem com que o rendimento seja maior e os riscos de acidentes sejam menores haja vista que o corpo bem aquecido se encontra com o metabolismo estável, não ocorrendo variações bruscas durante as contrações com peso.

Postura e carga de trabalho. Em academias essas duas figuras são duas das maiores vilãs. A postura incorreta durante o exercício causa não só lesões musculares como desvios de postura. A parte mais afetada nestas situações é a [[coluna vertebral]], que por ser sensível, acaba por sofrer sérias lesões. A sobrecarga ou excesso de carga também é o causador de muitos acidentes. Muito peso, associado a [[barra]]s e [[anilha]]s, torna - se algo muito perigoso se não utilizado com muito cuidado.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Danças Circulares Sagradas - Amo!























"Dançando juntos nos curamos e curamos o nosso planeta, e descobrimos que é possível fazer o mesmo na nossa vida diária... Dançar em em círculos ajuda-nos a melhorar e enriquecer a nossa vida: física, mental, emocional e espiritual, o que satisfaz a todos os que entram em contacto; e aprender a comunicar de um modo mais profundo e com maior sentido, o que, em última instância, é a única maneira de melhorar e enriquecer o mundo inteiro”Anna Barton
A Dança Sagrada nasceu da necessidade humana de identificar-se com a eterna roda das forças criativas do cosmos. Nenhuma iniciação antiga era feita sem a dança. Dançar, representava o modo mais natural do homem harmonizar-se com os poderes cósmicos.
O homem antigo, integrado à natureza, dançava em círculos, os ritmos cíclicos da vida: o nascimento, a puberdade, o casamento, a morte, as mudanças de estações, o plantio, a colheita, o sol e a chuva. Desse modo, celebravam, como ato sagrado, qualquer evento considerado essencial para a vida.
Ao longo da história, esses ciclos naturais foram substituídos por ritmos artificiais, portanto, o homem perdeu o contato com a natureza e os momentos de união com as forças mais sutis, com o transcendental.
Hoje, portanto, com uma nova consciência, esses valores perdidos, com o passar do tempo, vem sendo recriados, ajudando o homem contemporâneo a reconectar com os ciclos da natureza e com a essência da vida.
Bernhard Wosien


Bernhard Wosien

Bernhard Wosien (1908-1986) foi bailarino, coreógrafo, pedagogo da dança e artista plástico, destacando-se na pintura e no desenho. Nasceu em Passenheim, Prússia do Leste, Alemanha. Estudou teologia, dança, história da arte e pintura na Universidade de Breslau e na Academia de Artes de Berlim.
A partir da década de 60, buscando resgatar as primeiras formas simbólicas da Dança, Wosien começou a pesquisar as danças folclóricas e étnicas dos povos do hemisfério norte, as chamadas Danças dos Povos. Reconhecendo essas danças e símbolos, encontrou meios de “trabalhar uma expressão corporal que pudesse transmitir organicamente um estado espiritual de alegria e amor”.
Em 1976, Bernhard Wosien visitou a Comunidade de Findhorn, a pedido de Peter Caddy, um de seus fundadores e ensinou pela primeira vez uma coletânea de danças folclóricas para os residentes.
A partir de então, iniciou-se um grande movimento intitulado “Danças Circulares Sagradas”, movimento que repercutiu pela Europa e por todo o Ocidente.As Danças Circulares tornam-se, assim, grande instrumento no trabalho de reconhecimento de nós mesmos, como parte do Todo.



Dançando juntos, de mãos dadas, curamos o nosso Ser e o nosso Planeta. Despertamos valores humanos, incentivamos o espírito de cooperação e promovemos um diálogo amoroso entre as pessoas.
A dança em círculo é uma das formas mais antigas de celebração comunitária.
O círculo é uma forma de circunferência ininterrupta e é um símbolo de totalidade, um lugar igualitário de aprendizagem. Quando um círculo está centrado ele forma uma roda ou mandala invisível, podendo causar a mudança e evolução do indivíduo, recuperando as antigas tradições nas quais os sacerdotes e curandeiros utilizavam danças relacionadas a sons específicos para "tocar a alma" de seus fiéis, para celebrar os ciclos da Natureza e os Ritos de Passagem.


DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS
As danças circulares sagradas foram introduzidas na Inglaterra à cerca de vinte anos atrás por Bernhard Wosien, um professor de dança, alemão, que dedicou muitos anos de sua vida a coletar danças de todo mundo.
Em 1976, Bernhard Wosien deu seu primeiro treinamento destas danças em Findhorn, uma comunidade espiritualista no noroeste da Escócia. De Findhorn, esse trabalho espalhou-se pelo mundo todo.
As danças circulares sagradas englobam em seu movimento as danças étnicas, que remontam à cultura de um determinado povo, simbolizando sua expressão musical, corporal e espiritual; as danças folclóricas dos povos, dançadas na maioria das vezes com passos originais, isto é, aqueles que foram e continuam sendo usados pelo povo da região em que surgiram, e as músicas coreografadas recentemente, conhecidas como contemporâneas.
Realizadas em círculo e de mãos dadas, as danças propiciam ao indivíduo uma experiência de aprendizado favorecendo a integração, a comunicação, a flexibilidade, a percepção de si mesmo e do outro. O contato com outras culturas e suas expressões na roda da dança gera para o grupo um desafio, que passo a passo é superado e ao findar da música resta o aplauso coletivo em comemoração a conquista de todos.
A Dança Circular pode ser realizada com o objetivo de desenvolver temas significativos para os colaboradores e a empresa despertando, além da espontaneidade e da criatividade, competências que favorecerão o trabalho em equipe. De acordo com o foco estabelecido são selecionadas danças que aproximam os participantes dos objetivos traçados.
Para trabalhar com as danças circulares sagradas deve haver um profundo respeito a esta “egrégora”. O focalizador deve estar consciente dessa responsabilidade, segundo Renata Ramos, no livro Danças Circulares Sagradas, uma Proposta de Educação e Cura… ”focalizar uma dança circular sagrada vai um pouco além de simples orientação dos passos e do ritmo. Implica na postura do orientador que se coloca como foco de atenção dos participantes e, principalmente, como foco catalisador e expansionista de energias mais sutis no momento da vivência, facilitando o Sagrado”.
O focalizador deve informar a origem da dança, a fonte e se por alguma razão alterar a coreografia, deve informar ao grupo.
Este material é um tesouro e deve ser utilizado com cuidado amoroso.
Hoje em dia podemos classificar as danças circulares da seguinte forma:
• Danças da Paz Universal• Danças Circulares Sagradas• Danças Diversas: cirandas, brincadeiras cantadas, danças indígenas, etc.
Quer razões mais concretas para dançar? Vamos lá..
• dançar libera enzimas que te deixam mais feliz, e te dão uma sensação de prazer;• dançando você conquista autoconfiança; a cada passo aprendido, a cada dificuldade superada, você descobre que “pode”, que é capaz; e transfere esse sentimento para outras áreas de sua vida;• dançar desinibe, torna você uma pessoa mais sociável;• dançar modela o corpo, dá eixo, possibilita uma nova consciência corporal;• dançar melhora a concentração e te ajuda a desenvolver e a ordenar melhor suas idéias;• dançar renova, rejuvenesce, ilumina;• dançar, dançar, dançar...
Conquistas da Roda
Ao entra na roda das Danças Circulares o participante é naturalmente convidado a rever os próprios passos, a entrar em contato com o próprio esquema corporal, facilidades e dificuldades, reações e postura diante de novos desafios e da nova forma de relacionar-se - o círculo. Estar em círculo faz com que todos sejam igualmente responsáveis pela conquista do objetivo do grupo – realizar a coreografia. Cada conquista é brindada com um novo, e maior, desafio que motivará o participante a:
• Valorizar o trabalho em equipe;• Compartilhar talentos;• Superar novos desafios com atitudes positivas;• Perceber e respeitar o espaço pessoal na roda;• Perceber e respeitar o espaço do outro;• Valorizar a cooperação, a diversidade e a inclusão do diferente;• Valorizar a flexibilidade e a sintonia para atingir objetivos comuns;• Adaptar-se a ritmos e estilos diferentes;• Ampliar o repertório de movimentos; • Ampliar o conhecimento sobre a produção cultural da humanidade e sua aplicação hoje.
Acreditamos que você já tenha boas razões para começar, então o que está esperando?








Um pouco da história







As Danças Circulares sempre estiveram presentes na história da humanidade - nascimento, casamento, plantio, colheita, chegada das chuvas, primavera, morte - e refletiam a necessidade de comunhão, celebração e união entre as pessoas.
Foi Bernhard Wosien(1908-1986), bailarino clássico, coreógrafo, pedagogo e pintor, que nas décadas de 50/60 percorreu o mundo recolhendo e resgatando as danças de diferentes povos. Em 1976 visitou a Comunidade de Findhorn no norte da Escócia e, a pedido de Peter Caddy, um de seus fundadores, ensinou pela primeira vez uma coletânea de danças folclóricas para os residentes.
Bernhard Wosien já estava com mais de 60 anos e buscava uma prática corporal mais orgânica para expressar seus sentimentos. Ele percebeu que havia encontrado o que procurava, pois dançando em Roda, vivenciou a alegria, a amizade e o amor, tanto para consigo mesmo como para com os outros, e sentiu que as Danças Circulares possibilitavam uma comunhão sem palavras e mais amorosa entre as pessoas.



De 1976 em diante centenas de Danças foram incorporadas ao repertório inicial e o movimento passou a se chamar "Danças Circulares Sagradas". E desde então este movimento se espalhou pelo mundo.
A Dança Circular se chama e se torna Sagrada pelo fato de permitir que os participantes entrem em contato com sua essência, com seu EU Superior, com a Centelha Divina que existe dentro de cada um de nós. No momento deste contato, temos a união do corpo(matéria) com o espírito.
No Brasil, as Danças chegaram através de Carlos Solano que foi hóspede na Fundação Findhorn por um longo tempo nos anos 80. Ele fez o Treinamento em Danças Sagradas com Anna Barton e recebeu o certificado como sendo o primeiro instrutor de Danças Sagradas no Brasil.
Em 1983 Sarah Marriot, que viveu em Findhorn, foi convidada a vir para o Brasil para iniciar um trabalho de educação holística no Centro de Vivências Nazaré (hoje Nazaré Uniluz), comunidade fundada em 1981 por um grupo de pessoas lideradas por Trigueirinho em Nazaré Paulista no Estado de São Paulo. Para auxiliar este trabalho em Nazaré, ela trouxe uma ou duas fitas cassete com as danças de Findhorn.
Algum tempo depois de haver retornado da Escócia e já estar trabalhando com as danças, Solano foi procurado por David e Jane de Nazaré que queriam vivenciar as danças na prática, pois só as conheciam através de apostilas.
Em 1990, Christina Dora(Sabira) vai a Suiça e conhece Maria Gabriele Wosien, e traz as danças para Nova Friburgo no RJ. Nesta ocasião Patrícia Azarian conhece as Danças Circulares e se inicia um trabalho de expansão no Rio de Janeiro.
A partir daí, pessoas de Findhorn vieram ao Brasil e brasileiros foram até lá e o movimento começou a expandir.
Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode dançar em uma Roda. Não é preciso ter experiência anterior em dança, basta ter vontade, querer entrar em contato com a alegria e com a possibilidade da comunhão entre os seres humanos.
Dançando, nosso corpo se expressa através do movimento e aquieta a mente.A alegria brota naturalmente e o movimento simples e repetido aproxima as pessoas, promovendo uma integração física, mental, emocional e espiritual.
As Danças Circulares promovem uma rápida integração de grupos, reflexões sobre o trabalho em equipe, compreensão sobre conflitos, o despertar da criatividade, a integração dos hemisférios cerebrais, a ativação corporal, meditação dinâmica, conexão com seu Eu superior.
Dançamos, geralmente, de mãos dadas. Dar as mãos em círculo é muito mais que um simples toque, é criar um fluxo de energia que vai sustentar o campo que se forma com a presença das pessoas e com todos os elementos da natureza presentes no ambiente.
Danças dos Povos do mundo inteiro, muitas com origem no folclore de cada país, outras tradicionais de comemorações, colheitas etc...
Danças Meditativas - Através do movimento repetido, podemos entrar em estado de meditação. Bernhard Wosien chamava de Meditação na Dança. Encontramos aqui músicas clássicas, tradicionais e new age.
Danças da Natureza e de Plantas Curativas - Com a evolução do movimento das Danças Circulares, foram surgindo coreografias que reverenciam a natureza e outras que vibram a energia das plantas curativas. Podemos citar Anastasia Geng(1922-2002) da Letônia, que intuiu uma música e uma coreografia para cada um dos 38 florais de Bach, com base no folclore daquela região.
Danças Contemporâneas - São danças coreografadas por dançarinos da atualidade, algumas para músicas tradicionais, outras para músicas contemporâneas, com base nos passos e nos movimentos de cada tradição
NAS RODAS ABERTAS - São Rodas que recebem todas as pessoas que gostam de dançar e também aquelas pessoas que quiserem conhecer as Danças Circulares. Nestas Rodas não é necessário ter experiência anterior. Elas funcionam em alguns lugares semanalmente, em outros de 15 em 15 dias ou às vezes até uma vez por mês.
NAS AULAS REGULARES - São grupos que se formam e têm aulas regulares uma vez por semana e tem como objetivo o desenvolvimento da pessoa nas danças, proporcionando a prática de coreografias desde as mais simples até as mais elaboradas.
NOS TREINAMENTOS ESPECÍFICOS - São treinamentos realizados nos fins de semana, onde há um aprofundamento maior de algumas danças e o participante recebe também um CD com as músicas e as coreografias escritas. Existem treinamentos básicos, intermediários e avançados.
NO TREINAMENTO DE FOCALIZADORES - É um curso que mais longo, mais profundo, cujo objetivo é formar pessoas para Focalizar as Danças Circulares.
NOS WORKSHOPS COM PROFISSIONAIS DO BRASIL OU DO EXTERIOR - Vários profissionais de outros estados e outros países são convidados a ministrar cursos e/ou vivências.
NAS ESCOLAS - Como elemento de integração, para mostrar a força do grupo, como recurso instrucional no ensino de história, geografia, artes, consciência corporal, lateralidade, coordenação motora, memória etc.
NA SAÚDE - Em hospitais, clínicas, promovendo relaxamento e alegria, contribuindo para reforçar o sistema imunológico e nas Rodas Terapêuticas, onde são trabalhadas emoções específicas através das Danças Circulares em geral, das Danças dos Florais de Bach e de outras Danças de Cura.
NAS EMPRESAS - Em atividades de integração, energização e celebração, no desenvolvimento de equipes, para trabalhar criatividade, liderança, mudança, novos desafios etc. Pode ser utilizada também como atividade de relaxamento e meditação dinâmica, antes ou após a jornada de trabalho, gerando um equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual, proporcionando melhor qualidade de vida aos funcionários e por consequência maior produtividade.
NOS PARQUES - Para promover a comunhão entre as pessoas, resgatar a alegria de dançar de mãos dadas, entrar em contato com as mais puras emoções, meditar em movimento e vibrar uma energia de Amor e Paz para a cidade, para o estado, para o país e para o planeta.


















domingo, 17 de abril de 2011

História do Egito - Amo !


















Introdução

A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).

Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.

A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.


Hieróglifos: a escrita egípcia
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.


A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).

A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida. Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.

Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).

A civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.

No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas eram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.

Vida no Egito Antigo

A sociedade egípcia antiga possuía uma vida muito diversificada, já que a sociedade era muito complexa. Em função do grande desenvolvimento cultural, econômico e social, os egípcios possuíam uma vida cotidiana marcada por várias atividades.

Alimentação

A alimentação dos mais pobres (camponeses, escravos) era composta basicamente por pão e água. Raramente comiam carne e frutas.

Já os mais ricos (faraós, sacerdotes, chefes militares, ricos comerciantes) possuíam uma alimentação bem variada. Além de pão, consumiam muita carne animal (boi, porco e peixe), queijos, frutas e legumes. O cardápio era composto também por vinho e uma espécie de cerveja.


Habitação

As casas dos mais pobres eram simples e pequenas. Geralmente eram feitas de barro ou pedras. Com apenas um cômodo, quase não possuíam móveis. Os camponeses dormiam em esteiras ou palhas jogadas no chão. Os utensílios domésticos eram pequenos copos, potes e vasos de cerâmica.

As casas dos mais ricos eram grandes e espaçosas, compostas por vários cômodos. Feitas de tijolos de barro, possuíam em seu interior vários utensílios e móveis (cadeiras, camas, mesas, bancos). Eram decoradas por dentro e recebiam pintura interna e externa. Os faraós habitavam em palácios onde o luxo e o conforto eram as marcas principais.

Diversão

A natação, lutas e jogos de tabuleiros eram as formas de lazer mais comuns no Egito Antigo. Os mais ricos divertiam-se também com competições no rio Nilo, usando embarcações.

As crianças gostavam de brincar com bonecos feitos de madeira e bolas. Brincadeiras coletivas, baseadas em danças e jogos de equipe também eram comuns entre os pequenos egípcios.

Roupas

Como o clima no Egito Antigo é quente e seco, as roupas eram leves e finas. Homens camponeses e artesãos vestiam apenas pedaços de tecido amarrados na cintura. As mulheres vestiam vestidos simples ou túnicas.

Os mais ricos, principalmente nobres, usavam roupas com muitos enfeites. As mulheres abusavam das jóias e vestidos com bordados com contas. Era comum entre os homens nobres o uso de uma espécie de saiote com pregas.

Transportes

Os egípcios usavam muito o rio Nilo como via de transporte de mercadorias e pessoas. Para tanto, embarcações de todos os tamanhos eram utilizadas. As embarcações grandes eram feitas de madeira, enquanto as pequenas eram de fibras de papiro. Cavalos, camelos e bois também eram usados como meios de transportes.


Sociedade Egípcia

A sociedade do Egito Antigo possuía uma forma de organização bem eficiente, embora injusta, garantindo seu funcionamento e expansão. Esta sociedade era hierárquica, ou seja, cada segmento possuía funções e poderes determinados, sendo que os grupos com menos poderes tinham que obedecer quem estava acima.

Vejamos abaixo os principais grupos sociais e a função que exerciam nesta sociedade.

Faraó

Era o governante do Egito. Possuía poderes totais sobre a sociedade egípcia, além de ser reconhecido como um deus. O poder dos faraós era transmitido hereditariamente, portanto não havia nenhum processo de escolha ou votação para colocá-lo no poder. O faraó e sua família eram muito ricos, pois ficavam com boa parte dos impostos recolhidos entre o povo. A família real vivia de forma luxuosa em grandes palácios. Ainda em vida, ordenava a construção da pirâmide que iria abrigar seu corpo mumificado e seus tesouros após a morte.

Sacerdotes

Na escala de poder estavam abaixo somente do faraó. Eram responsáveis pelos rituais, festas e atividades religiosas no Antigo Egito. Conheciam muito bem as características e funções dos deuses egípcios. Comandavam os templos e os rituais após a morte do faraó. Alguns sacerdotes foram mumificados e seus corpos colocados em pirâmides, após a morte.

Chefes Militares

Os chefes militares eram os responsáveis pela segurança do território egípcio. Em momentos de guerra ganhavam destaque na sociedade. Tinham que preparar e organizar o exército de forma eficiente, pois uma derrota ou fracasso podia lhes custar a própria vida.

Escribas

Eram os responsáveis pela escrita egípcia (hieroglífica e demótica). Registravam os acontecimentos e, principalmente, a vida do faraó. Escreviam no papiro (papel feito de fibras da planta papiro), nas paredes das pirâmides ou em placas de barro ou pedra. Os escribas também controlavam e registravam os impostos cobrados pelo faraó.

Povo Egípcio

Mais da metade da sociedade egípcia era formada por comerciantes, artesãos, lavradores e pastores. Trabalhavam muito para ganhar o suficiente para a manutenção da vida. Podiam ser convocados pelo faraó para trabalharem, sem receber salários, em obras públicas (diques, represas, palácios, templos).

Escravos

Geralmente eram os inimigos capturados em guerras de conquista. Trabalhavam muito e não recebiam salário. Ganhavam apenas roupas velhas e alimentos para a sobrevivência. Eram constantemente castigados como forma de punição. Eram desprezados pela sociedade e não possuiam direitos.



Os Faraós


Os faraós eram os reis do Egito Antigo. Possuíam poderes absolutos na sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. Como a transmissão de poder no Egito era hereditária, o faraó não era escolhido através de voto, mas sim por ter sido filho de outro faraó. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder.

O poder dos faraós

Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia.

Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.

Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.

Exemplos de faraós famosos e suas realizações:

- Tutmés I – conquistou boa parte da Núbia e ampliou, através de guerras, territórios até a região do rio Eufrates.

- Tutmés III – consolidou o poder egípcio no continente africano após derrotar o reino de Mitani.

- Ransés II – buscou estabelecer relações pacíficas com os hititas, conseguindo fazer o reino egípcio obter grande desenvolvimento e prosperidade.

- Tutankamon – o faraó menino, governou o Egito de 10 a 19 anos de idade, quando morreu, provavelmente assassinado. A pirâmide deste faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram encontrados, além do sarcófago e da múmia, tesouros impressionantes.

Curiosidade:

A maldição do faraó

No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que dizia que: "morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faráo". Alguns dias após a entrada nas pirâmides, alguns arqueólogos morreram de forma estranha e sem explicações. O medo espalhou-se entre muitas pessoas, pois os jornais divulgavam que a "maldição dos faraós" estava fazendo vítimas. Porém, após alguns estudos, verificou-se que os arqueólogos morreram, pois inalaram, dentro das pirâmides, fungos mortais que atacavam os órgãos do corpo. A ciência conseguiu explicar e desmistificar a questão.


A Religião no Egito Antigo

A religião no Egito Antigo era marcada por várias crenças, mitos e simbolismos. A prática religiosa era muito valorizada na sociedade egípcia, sendo que os rituais e cerimônias ocorriam em diversas cidades. A religião egípcia teve grande influência em várias áreas da sociedade.

Características da religião egípcia

Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). De acordo com este povo, os deuses possuíam poderes específicos e atuavam na vida das pessoas. Havia também deuses que possuíam o corpo formado por parte humana e parte de animal sagrado. Anúbis, por exemplo, deus da morte, era representado com cabeça de chacal num corpo de ser humano.

Os egípcios antigos faziam rituais e oferendas aos deuses. Era uma forma de conseguirem agradar aos deuses, conseguindo ajuda em suas vidas.

No Egito Antigo existiam diversos templos, que eram construídos em homenagem aos deuses. Cada cidade possuía um deus protetor.

Outra característica importante da religião egípcia era a crença na vida após a morte. De acordo com esta crença, o morto era julgado no Tribunal de Osíris. O coração era pesado e, de acordo com o que havia feito em vida, receberia um julgamento. Para os bons havia uma espécie de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração.


Pirâmides do Egito
Elas foram construídas há mais de 2500 anos e resistem até hoje. Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam na sociedade?

Conhecendo as pirâmides

A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação.

A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das contruções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.

As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.

A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.

Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante.


As Múmias do Egito

De acordo com a religião egípcia, a alma da pessoa necessitava de um corpo para a vida após a morte. Portanto, devia-se preservar este corpo para que ele recebesse de forma adequada a alma. Preocupados com esta questão, os egípcios desenvolveram um complexo sistema de mumificação.

O processo de mumificação

O processo era realizado por especialistas em mumificação e seguia as seguintes etapas:

1º - O cadáver era aberto na região do abdômen e retirava-se as víceras (fígado, coração, rins, intestinos, estômago, etc. O coração e outros órgãos eram colocados em recipientes a parte. O cérebro também era extraído. Para tanto, aplicava-se uma espécie de ácido pelas narinas, esperando o cérebro derreter. Após o derretimento, retirava-se pelos mesmos orifícios os pedaços de cérebro com uma espátula de metal.

2º - O corpo era colocado em um recipiente com natrão (espécie de sal) para desidratar e também matar bactérias.

3º - Após desidratado, enchia-se o corpo com serragem. Aplicava-se também alguns “perfumes” e outras substâncias para conservar o corpo. Textos sagrados eram colocados dentro do corpo.

4º - O corpo era envolvido em faixas de linho branco, sendo que amuletos eram colocados entre estas faixas.

Após a múmia estar finalizada, era colocada dentro de um sarcófago, que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. O processo era tão eficiente que, muitas múmias, ficaram bem preservadas até os dias de hoje. Elas servem como importantes fontes de estudos para egiptólogos. Com o avanço dos testes químicos, hoje é possível identificar a causa da morte de faraós, doenças contraídas e, em muitos casos, até o que eles comiam.

Graças ao processo de mumificação, os egípcios avançaram muito em algumas áreas científicas. Ao abrir os corpos, aprenderam muito sobre a anatomia humana. Em busca de substâncias para conservar os corpos, descobriram a ação de vários elementos químicos.

Curiosidades:

- Para transformar um corpo em múmia era muito caro naquela época. Portanto, apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados.
- Alguns animais como, por exemplo, cães e gatos também foram mumificados no Egito Antigo.



Deuses Egípcios

Mitologia egípcia e religião

No Egito Antigo, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estas divindades possuíam algumas cararacterísticas (poderes) acima da capacidade humana. Poderiam, por exemplo, estar presente em vários locais ao mesmo tempo, assumir várias formas (até mesmo de animais) e interferir diretamente nos fenômenos da natureza. As cidades do Egito Antigo possuíam um deus protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local.


Conheça abaixo uma relação das principais divindades do Egito Antigo e suas características.



Nome do deus(a) O que representava
Rá Sol (principal deus da religião egípcia)
Toth sabedoria, conhecimento, representante da Lua
Anúbis os mortos e o submundo
Bastet fertilidade, protetora das mulheres grávidas
Hathor amor, alegria, dança, vinho, festas
Hórus céu
Khnum criatividade, controlador das águas do rio Nilo
Maet justiça e equilíbrio
Ptah obras feitas em pedra
Seth tempestade, mal, desordem e violência
Sobek paciência, astúcia
Osíris vida após a morte, vegetação
Ísis amor, magia
Tefnut nuvem e umidade
Chu ar seco, luz do sol
Geb terra


Economia no Egito Antigo

A agricultura foi a principal atividade econômica do Egito Antigo. Porém, os egípcios também se dedicaram ao artesanato, pecuária, pesca, caça e extração mineral. Praticaram também o comércio exterior com outros povos.

Agricultura

O vale fértil do rio Nilo ofereceu excelentes condições para a prática da agricultura. Os egípcios plantaram cevada, trigo, algodão, uvas, etc. O papiro também era cultivado, pois os egípcios o usaram para fabricar uma espécie de papel (também tinha o nome de papiro), pequenas embarcações e cestos.
Os egípcios usaram o arado, puxado por bois ou homens, para ajudar na plantação das sementes. Os egípcios construíram um eficiente sistema de irrigação, formado por canais e diques.

Pecuária

Os egípcios criaram animais para o fornecimento de carne e também para o transporte de cargas. Criaram bois, cabras, burros e porcos. Algumas espécies de aves também foram criadas como, por exemplo, gansos, patos e pombos.

Pesca e caça

A pesca era realizada no rio Nilo, que oferecia grandes quantidades de tilápia, carpa e pescada. Os peixes eram comercializados e serviam como importante fonte de alimentação para os egípcios.
Os egípcios também caçavam animais como, por exemplo, antílopes, coelhos, crocodilos e até hipopótamos.

Artesanato

As atividades artesanais eram importantes na vida da sociedade egípcia. Os artesãos usavam como matéria-prima: papiro, metais, pedras, madeiras e marfim. Fabricavam móveis, joias, cestos, potes, etc.

Extração Mineral

Os principais minerais extraídos no Egito Antigo foram: cobre, chumbo, ouro e pedras (construção, decoração e semipreciosas).

Comércio interno e externo

As primeiras moedas começaram a circular no Egito Antigo por volta do século V a.C. Antes disso, a troca de mercadorias era o recurso mais utilizado.
Os egípcios estabeleceram uma importante rede de comércio exterior. Comercializavam com a Núbia, a Palestina, Biblos, Creta e Grécia.


A escrita demótica

Escrita demótica: muito usada no Egito Antigo para relatar assuntos do cotidiano

A escrita demótica foi muito usada para relatar assuntos do dia-a-dia no Egito Antigo. Ao lado da escrita hieroglífica, mais usada pelos escribas egípcios para assuntos religiosos e oficiais, a escrita demótica representava uma evolução da língua falada e era mais simplificada em comparação com a hieroglífica.

O alfabeto demótico começou a ser usado no Egito Antigo, de acordo com egiptólogos (estudiosos especialistas na história do Egito Antigo), na Dinastia XXVI.

Assim como a escrita hieroglífica, a demótica era para poucos no Egito Antigo. Apenas os sacerdotes e escribas conheciam bem o alfabeto demótico e tinha condições de escrever textos com ele.

A escrita demótica foi uma das três escritas usadas na Pedra de Roseta (usada para decodificar a escrita egípcia), além da hieroglífica e grega.


Tutankamon



Tutankamon, também conhecido como o “Faraó Menino”, nasceu em 1346 a.C e morreu, aos 19 anos de idade, em 1327 a.C. Foi faraó do Egito Antigo entre os anos de 1336 e 1327 a.C. Era filho do faraó Akhenaton.

Vida e morte

Ainda existem muitas dúvidas sobre a vida de Tutankamon. Foi o último faraó da 18ª dinastia. Durante seu curto período de governo, levou a capital do Egito para Memphis e retomou o politeísmo, que havia sido abandonado pelo pai Akhenaton.

Sabe-se que morreu de forma traumática ainda na adolescência. Alguns pesquisadores acreditam que ele tenha sido vítima de uma conspiração na corte e, possivelmente, tenha sido assassinado com um golpe na cabeça. Esta hipótese é sustentava, pois o crânio da múmia do faraó apresenta uma perfuração.

Porém, estudos mais recentes e avançados (inclusive de DNA) efetuados na múmia do faraó menino revelaram que a causa mais provável de sua morte tenha sido a malária. Estes estudos mostraram também que Tutankamon era portador de uma doença conhecida como Köhler-Freiberg, que provoca inflamação em cartilagens e ossos dos pés. Um dos pés da múmia do faráo apresenta necrose, provavelmente causada pela má circulação sanguínea provocada pela doença. Logo, essa conjugação de doenças pode ter levado o faraó a morte.

Tesouros de Tutankamon

A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutankamon também estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara mortuária de ouro. O caixão onde estava a múmia do faraó também é de ouro maciço.

Na tumba de Tutankamon foram encontradas mais de cinco mil peças (tesouros). Entre os objetos estavam jóias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.

A maldição de Tutankamon

Durante a escavação da tumba de Tutankamon, alguns trabalhadores da equipe morreram de forma inesperada. Criou-se então a lenda da Maldição do Faraó. Na parede da pirâmide foi encontrada uma inscrição que dizia que morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faraó. Porém, verificou-se depois que algumas pessoas haviam morrido após ter respirado fungos mortais que estavam concentrados dentro da pirâmide.


Hórus
Quem era

Na mitologia do Egito Antigo, Hórus era o deus do céu. Era representado com o corpo de um homem na cabeça de um falcão (animal sagrado entre os egípcios).

Hórus era filho de Isis (deusa do amor) e Osíris (deus da vegetação e da vida no além).

História

De acordo com a mitologia, Hórus matou Seth (deus da traição, da violência e da inveja) para conquistar o domínio sobre o Egito. Porém, na luta, Hórus perdeu um olho, substituindo-o por um amuleto de serpente.

Olho de Hórus

Possuía um olho que representava a Lua e outro que representava o Sol.


Cleópatra

Quem foi

Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV.

Biografia , personalidade e atuação política

Tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade. Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas ( diamantes, esmeraldas, safiras e rubis ), que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares.

A luta pelo poder entre ela e seus irmão gerou uma forte instabilidade política e econômica para o Egito. Diante disso, ela acabou exilada e decidiu pedir o auxílio de Roma ( atual Itália ). Sedutora e extremamente inteligente, ela sabia utilizar-se muito bem do poder que detinha. Num plano audacioso e arriscado, ela enviou a si própria, embrulhada dentro de um tapete, como presente a Júlio César. Após desenrolar-se do tapete, seu argumento foi tão ousado quanto seu plano, ao dizer que havia ficado encantada com as histórias amorosas de César e assim queria conhece-lo. Tornaram-se amantes e ele a ajudou assassinar seu irmão em 51 A.C. Após isto, ela tornou-se a rainha e foi para Roma, onde deu a luz a Cesarion.

A rainha retornou à terra natal após o assassinato de César, em 44 a.C. Ainda mais ambiciosa, ela tomou conhecimento da posição importante que Marco Antônio se encontrava na Anatólia, que ocupava o cargo de governador da porção oriental do Império Romano. Estimulada pela ambição que lhe era comum, a rainha seduziu este outro romano iniciando com ele um relacionamento amoroso em 37 A.C.

Durante o período que estiveram em Alexandria, ela deu dois filhos a Marco Antonio que, em troca, devolveu-lhe os territórios de Cirene e outros, que até aquele momento, estavam sob o domínio do Império Romano.

A atitude de Marco Antônio, que se deixava dominar cada vez mais pelo pode de sedução da rainha, devolvendo-lhe as terras que haviam sido conquistadas pelo Império Romano, incomodou de tal forma o Senado romano, que, este, declarou guerra a ambos. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Ácio, ambos cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30 a.C. Após isto, o Egito voltou às mãos de Roma.

Osíris

Quem era

Os egípcios seguiam o politeísmo, portanto, acreditavam em diversos deuses. Na mitologia do Egito Antigo, Osíris era um dos mais importantes deuses egípcios, pois era associado à vida além da morte e também à vegetação. Era casado com a irmã e deusa Ísis (deusa-mãe, do amor e da magia) e pai do deus Hórus (deus do céu). Osíris era filho de Geb (deus da terra) e Nut (deusa do céu).

Juíz dos mortos

Na mitologia egípcia, Osíris assumia uma importante função. Era o responsável pelo julgamento dos mortos no “Tribunal de Osíris”. Neste tribunal, Osíris pesava o coração do morto para avaliar se este mereceria uma vida no além.

Representação de Osíris

A imagem de Osíris aparece, nas paredes das pirâmides, representada como um homem mumificado (enrolado em faixas de tecido branco) e com barba postiça. Em algumas representações, Osíris aparece com a cor de pele verde e, em outras, negra.

De acordo com a mitologia egípcia, Osíris havia governado a Terra e ensinado aos homens as técnicas de agricultura e domesticação de animais.


Nefertiti

Quem foi

Nefertiti, cujo nome significa “a mais bela chegou”, foi uma importante rainha egípcia da XVIII dinastia. Foi esposa do faraó Amenhotep IV (mais conhecido como Akhenaton). Nasceu em 1380 a.C e morreu em 1345 a.C.

Foi seu marido, o faraó Akhenaton que substituiu o culto politeísta egípcio (crença em vários deuses egípcios) pelo monoteísmo (culto a apenas um deus) no Egito Antigo. Pela imposição do faraó, o rei-sol Aton deveria ser o único deus adorado. Nefertiti seguiu o atonismo imposto pelo marido.

Nefertiti teve seis filhas com Akhenaton: Meritaton, Mecketaton, Ankhesenpaton, Neferneferuaton, Neferneferuré e Setepenré.

Alguns egiptólogos defendem a hipótese de que Nefertiti governou o Egito durante dois anos, logo após a morte do marido Akhenaton.

A morte de Nefertiti também é misteriosa. Alguns historiadores acreditam que ela possa ter sido assassinada por sacerdotes. Estes, defensores do politeísmo, queriam desestabilizar o faraó e, por isso, assassinaram a esposa que era o braço direito dele.

Bustos de Nefertiti

Ficou muito conhecida na história em função dos lindos bustos de calcário, com sua face esculpida, encontrados nas escavações feitas na cidade de Tel el-Amarna (antiga Akhetaton).


Aqui dediquei uma homenagem ao Egito seus Deuses,suas Rainhas e Faraós,suas Crenças, Cultura e toda Ciência deixada por eles a civilização da Terra.Teriam eles,recebido,orientações extraterrestres?
Fonte de pesquisa:sua pesquisa.com

Luzzzzzzzz para todos!

quinta-feira, 10 de março de 2011

A História do Boxe-Imagens- Sala de Boxe Plataforma-Brasil








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A peleja com punhos se remonta a Etiópia, faz uns 6.000 anos. Eventualmente passou à zona do Mediterrâneo, estabelecendo-se logo na antiga CRETA. Gradualmente, esta atividade competitiva foi introduzindo-se no antigo programa olímpico (aproximadamente no ano 688 A.C). Num começo só cobriram os punhos com couro. Posteriormente, os romanos incluíram tachas de aço e cobre: "cestus" até desenvolveram um instrumento de bronze em forma de espora. Assim o Box no IMPÉRIO ROMANO constituía-se de um espetáculo onde os escravos lutavam uns contra os outros, até que a morte de um deles deixava em evidênc Beleza
Uma hora de aula pode queimar calorias e ainda deixar o seu corpo modelado, sem ficar musculosa
Por Taiga Cazarine
Quer dar um nocaute na gordura e modular o corpo? Aposte no boxe! Uma hora de socos e esquivas você manda para o espaço 600 calorias e ganha agilidade, flexibilidade e confiança.

SHAPE: Quais são os benefícios do boxe feminino?
Flávio Almendra: Ele melhora a resistência muscular localizada, define pernas, braços e panturrilhas, afina a cintura, trabalha muito o abdômen e melhora a musculatura lombar, corrigindo desvios posturais. Sem falar nos inúmeros benefícios invisíveis, como o aumento da capacidade cardiorespiratória (coração e pulmões) , da resistência muscular localizada e a melhora da cordenação motora.

S: Como ficar com um corpão, sem parecer muito musculosa?
FA: No boxe feminino não há exercícios com carga, mas em compensação são feitas muitas repetições. Isso proporciona aumento da resistência e definição corporal, ao invés de trabalhar a hipertrofia, ou seja, o ganho de músculos. Portanto, ninguém vai ficar com o corpo musculoso, a não ser que queira e associe a atividade com musculação, por exemplo.

S: A aula só tem socos e esquivas? Quais são os exercícios que podem ser feitos durante a aula para ficar com as pernas, braços e cinturas modelados?
FA: Não. Para ganhar resistência, deixar pernas, braços modelados e afinar a cintura são feitas flexão de braço, esquivas laterais e em pêndulos, sequências de socos com pesinho nas mãos, abdominais e pular corda.

S: É possível trocar a musculação pelo boxe?
FA: Não, pois são duas atividades distintas e se complementam entre si.


S: Quantas calorias dá para perder em 1 hora de aula?
FA: Isso é muito subjetivo e varia muito de pessoa para pessoa. Mas, quando feita com vontade, dá para acabar com 500 a 600 calorias.




Para o ano 30 antes da era Cristã, o "MYRMEX e o BOX" foram proibidos em ROMA. A chegada do Cristianismo significou o desterro definitivo do BOX das terras de Europa. Mas ao final do século XVII reapareceu na Inglaterra (RU) onde se realizavam regularmente lutas no Royal Theatre de Londres durante o ano de 1698. De fato, as brigas eram uma mistura de luta e Box, porque mesmo que o fundamento era utilizar os punhos, era permitido pegar o adversário e atira-lo ao chão para bater.
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Em Londres (RU - 1719, James Figg abre uma Academia de Box. Por ser um experto em esgrima, introduz as técnicas no Box e foi considerado o campeão britânico até que se retirou em 1730. Um dos seus estudantes, Jack Broughton, é considerado o Pai do Box inglês, sendo campeão de 1729 até 1750. Em 1743 elaborou as primeiras regras formais do Box, mas em 1893 a saciedade pugilista desenvolveu um novo código estabelecendo um quadrilátero de 24 pés quadrados, encerrado entre duas cordas. As regras de "Queensberry" foram relatadas em 1857 pelo boxeador John Graham Chambers, mediante os auspícios de John Sholto Douglas, o oitavo Marquês de Queensberry, estabelecendo que a duração de cada round fosse de 3 minutos, com um descanso de um minuto entre cada lapso.
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O Box feminino aparece em Londres em 1720 aproximadamente, mas foi na década de 1950 que se organizaram lutas profissionais femininas. Em EUA 1993, na Inglaterra 1996, se aceita a nível amateur o Box feminino. Em 1999 se realiza uma luta oficialmente como exibição, entre uma mulher: - "Margaret McGregor" e um homem: - "Loi Chow", em seattle - Washington. Nesse mesmo ano, a filha de Muhammad Ali (laila) faz seu debut profissional como boxeadora no Tuning Stone Casino (Verona - nova York). Mas foi a luta em junho de 2001, entre as filhas (Laila e Jacqui) de Muhammad Ali e Joe Frazier (eternos rivais em seu tempo), que atrai a atenção internacional, com a volta polêmica deste esporte e a participação de mulheres nele.
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CURIOSIDADES DO BOX

A luta mais longa de Box que se conhece, já quando se utilizava luvas, foi a luta disputada entre: - "Andy Bowen E Jack Burke", em Nova Orleans (EUA). A lutinha durou apenas "110 assaltos" ou "7 horas e 19 minutos". Mas lamentavelmente para você que queria apostar num ganhador, foi declarada nula, quando ambos lutadores não puderam continuar a luta...
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A PRIMEIRA LUTA PELO TÍTULO DE CAMPEÃO DO MUNDO DOS PESOS PESADOS, COM LUVAS E ROUNDS DE 3 MINUTOS, foi ENTRE: - "John Lawrence e James J. Corbett", Nova Orleans (EUA), EM 7 DE SETEMBRO DE 1892 E QUEM GANHOU O TÍTULO FOI CORBETT EM 21 ASSALTOS.
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O BOXEADOR QUE MAIS TEMPO MANTEVE O TÍTULO DE CAMPEÃO DO MUNDO DOS PESOS PESADOS FOI JOE LUIS, NASCIDO EM LAFAYETE - ALABAMA, NO DIA 13 DE MAIO DE 1914. FOI CAMPEÃO POR QUASE 12 ANOS, DESDE JUNHO DE 1937, QUANDO COLOCOU FORA DE COMBATE JAMES J. BRADDOCK, NO OITAVO ROUND EM Chicago - ILLINOI. ANUNCIOU SUA RETIRADA NO DIA 1º DE MARÇO DE 1949. DURANTE ESTE TEMPO, DEFENDEU 25 VEzES O TITULO. QUANDO MORREU EM 1981, ERA CONSIDERADO UM DOS MELHORES LUTADORES DE TODOS OS TEMPOS.
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O MAIOR PESO ENTRE DOIS LUTADORES EM UM COMBATE POR UM TITULO DE CAMPEÃO DO MUNDO, FOI DE 221,5 KGS., QUANDO "PRIMO CARRERA - ITALIANO" DE 117,50 ENFRENTOU "PAULINO USCUDUM Da ESPANHA" COM 104 KGS, EM ROMA NO DIA 22 DE OUTUBRO DE 1933.
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Rocco Francis Marchegiano (Rocky Marciano), É O ÚNICO CAMPEÃO DO MUNDO DOS PESOS PESADOS QUE TEM PERMANECIDO INVICTO DURANTE TODA SUA CARREIRA PROFISSIONAL (1948 A 1956). gANHOU TODOS SEUS 49 COMBATES, 43 DELES POR KNOCK OUT OU POR DETENÇÃO DA LUTA.
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O CAMPEÃO MUNDIAL MAIS ALTO E PESADO QUE SE CONHECE FOI PRIMO CARRERA (1906 A 1967) Da ITÁLIA, APELIDADO De MONTANHA ERRANTE. GANHOU SEU TÍTULO CONTRA SHARKEY, EM 6 ROUNDS NO DIA 29 DE JUNHO DE 1933. A LUTA foi disputada EM NOVA YORK. NESTA LUTA PESOU 121 QUILOS, SEU CONTORNO DE PEITO ERA DE 134 CENTÍMETROS, COM OS BRAÇOS ESTENDIDOS MEDIA DE PONTA A PONTA DOS DEDOS 217 CENTÍMETROS. O CONTORNO DO PUNHO ERA DE 37 CENTÍMETROS NA CIRCUNFERÊNCIA. SUA ALTURA ERA DE 2,04 CENTÍMETROS...


IRON BOXE - History - 4.000 AC
ORIGEM DO BOXE!
4.000 AC - Egito e na Mesopotamia;
3.000 AC - Grécia - gravuras sumérias;
688 AC - Grécia - Pugilato “ Latim”, pugilismo - esporte dos antigos jogos olímpicos;
100 AC - Roma - os lutadores eram gladiadores, e lutavam até a morte.
século 17 - Inglaterra - competições sem regras;
1867 - Inglaterra - Box(esmurrar), regras, como rounds de 3 minutos e luvas eram obrigatorias.
1904 - olimpíadas - esporte de exibição;
1920 - esporte olímpico.
1980 - as lutas tinham duração de até 15 rounds
Após metade da década de 80, ficou estabelecido como regra, 12 rounds e 17 categorias separadas por peso.


Foi-se o tempo do boxe como uma atividade exclusivamente masculina. A moda desta prática pegou definitivamente entre as mulheres. Cada vez mais decididas, independentes, seguras e fortes, as mulheres têm colocado muitos homens “no chinelo” com a prática desta atividade e de artes marciais.
Mas o principal motivo que as leva aos ringues de luta ainda é a garantia de um excelente condicionamento físico e grande poder de concentração.
As mulheres usam o esporte para liberar o estresse e para manter a forma. Tudo isso sem perder a charme, é claro.
Para falar um pouco mais sobre boxe feminino, o iron boxe conversou com o professor Toninho - academia Wado Kai - técnico do instrutor Mario - Iron Boxe .
Veja as vantagens da prática do boxe:

1) Há quanto tempo as mulheres se interessam por boxe?
Toninho - Há muito tempo, mas a cerca de qiatro anos o interesse das mulheres pelo boxe começou a aumentar e houve um verdadeiro “boom” com o filme “Menina de Ouro”.

2) O que leva uma mulher a freqüentar as aulas de boxe?
Toninho - A mulher dificilmente procura o boxe simplesmente para aprender a lutar, a grande maioria procura por causa do condicionamento físico que ele proporciona e da boa forma, mas com o decorrer das aulas a garra que as mulherem tem, junto com o elevado nível de concentração afloram.

3) Quais são os tipos de exercícios feitos em aula?
Toninho - Todos os exercícios são mesclados: parte técnica com parte física. Aprimorando a parte técnica, há uma melhora na parte cardiovascular, pois boxe é um exercício muito aeróbio. A mulher se preocupa muito com os membros inferiores: perna e glúteo e apesar de no boxe só golpear com a braço, é um esporte que força muito a perna, pois o atleta está o tempo todo na ponta do pé, 70% do treinamento você usa a perna, tem muito deslocamento, agachamento, circuito, treino dois a dois, são duas horas de treino intensivo.

4) São trabalhados músculos específicos?
Edgar - É tradição do boxe em todo final de treino trabalhar uma parte física específica, pois se fizer no começo pode prejudicar o nível técnico. Fazemos grande seqüência de abdominal, é grande a preocupação com a linha de cintura, pois a potencia do soco vem do quadril, ele tem que girar corretamente, a musculatura de abdômen e lombar tem que ser adequada, então essa parte é muito trabalhada no boxe, sem exaustão, e para a mulher que gosta de barriga bonita, essa é uma forma muito eficaz de desenvover a musculatura da região.

5) Na aula elas lutam?
Toninho – As mulherer no decorrer do treinamento querem lutar, lutam com seus instrutores. Meu atleta - o instrutor Mário Filho, virou saco de pancadas das atletas mulheres. Ele se especializou em treinar mulheres.

6) Há interesse das mulheres em se profissionalizar?
Toninho - As atletas adolescentes(15 a 18 anos), tem muito interesse.

7) Existem diferenças entre a luta masculina e a feminina?
Toninho - As diferenças são que elas vão lutar com mulheres, e do mesmo peso, não há alivio em golpes e nem uso de protetores a mais. A única diferença é que ao invés de utilizar protetor genital, as mulheres usam peitilha, pra proteger os seios.

8) O boxe pode ser usado como defesa pessoal?
Toninho - O melhor é tentar não revidar, como lutar contra uma arma? Mas o boxe, tem uma parte técnica bem assistente, aliás a melhor técnica para aplicar um soco, se aprende no boxe, e se a pessoa tem a autoconfiança necessária, o soco sai no tempo certo. Podendo se tornar uma forma de defesa.


Nas imagens,Professor Marcelo L. e LuzLilaz- aula na Plata!
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Danças Árabes-Dança do Ventre






Dança do ventre


A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C,[1] seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo.[2] A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893.[3] No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī[4] (رقص شرقي, literalmente "dança oriental"), ou raqṣ bládi (رقص بلدي, literalmente "dança da região", e, por extensão, "dança popular"), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).

É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo.[5] Na atualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.[1]


Origens
A origem é controversa. É comum atribuir a origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina[6][7] e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns dos movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância da evolução na Antiguidade.

Por possuir elementos corporais e sexuais femininos, acredita-se que sua origem remonta ao Período Matriarcal, desde o Neolítico, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que a forma primitiva era considerada um ritual sagrado. A origem está relacionada aos cultos primitivos da Deusa Mãe, Grande Deusa ou Mãe Cósmica:[5][8][9] provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos do cerimonial (Portinari, 1989). As mais antigas noções de criação se originavam da idéia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os "frutos", a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais.[10]

As manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães.[11](Penna, 1997).

[editar] Evolução técnica: aspectos gerais

Almeh - Cairo: Dançarina do século 19. Frederic Goupil Fesquet (1806-1893)Tecnicamente, os movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos (shimmies) e batidas de quadril , entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.

Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.

Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:

Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
No Brasil a prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos, assim como na Argentina, onde a dança do ventre é muito apreciada, estudada e praticada.

[editar] Evolução histórica: aspectos gerais

Danseuses au bord du Nil. Louis-François Cassas - 1784-1785Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para a nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.

A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.

Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:

As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;
As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas - descendentes dos grupos de ciganos dumi (دومي) (ou nawar) e helebi (os mais comuns no Egipto e na região do Levante), que passavam o tempo entretendo os soldados. Entre os ciganos do Médio Oriente, a dança não é considerada vergonhosa, e as suas mulheres cantam e dançam para animar festas de casamento e eventos em geral, o que é aceite pela sociedade mais ampla, mas contribui ainda mais para manter os ciganos com status inferior.
As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entanto, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e as cabeças foram lançadas ao Nilo.

Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi a ligação com a idéia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.

A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proíbe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo pelas performances.

No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.


Taheya Karioca - Hollywood - 1920O cinema egípcio começa a ser rodado em 1920, e usa o cenário dos night clubs, com cenas da música e da dança regional. Hollywood passa a exercer grande influência na fantasia ocidental sobre o Oriente, modificando os costumes das dançarinas árabes. Surgem bailarinas consagradas, nomes como Nadia Gamal e Taheya Karioca, entre muitos outros ainda hoje estudados pelas praticantes da Dança Oriental. O aspecto cultural da prostituição relacionada à dança passa a ser dicotomizado: criam-se bailarinas para serem estrelas, com estudos sobre dança, ritmos árabes e teatralidade.

No Brasil a dança foi difundida pela mestra síria Shahrazad e mestra Saamira Samia.

Na década de 1990, a dança do ventre teve o maior impulso durante a exibição da novela O Clone, pela Rede Globo de Televisão, produção a qual tinha por tema as peripécias de uma muçulmana marroquina em terras brasileiras. Contudo, o término da exibição da telenovela não arrefeceu o interesse, existindo atualmente diversas escolas e espaços de dança dedicados à "Raks Sharqi".

A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.


Alusão às posições dos papiros egípciosNa passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:

Espada: A origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições.
O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo;
Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes.
O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas.
Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.
[editar] Danças folclóricas
Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.
As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.

A dança com a cobra é considerada ato circense - a cobra era considerada sagrada no Antigo Egito e por isso algumas bailarinas fazem alusão nas performances - mas não é considerada representativa da dança.